1. PRINCÍPIOS DE CINEMATOGRAFIA
Captação
e projeção da imagem
A Câmera |
Por Filipe Salles* -
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1. CAPTAÇÃO E PROJEÇÃO DA IMAGEM
Podemos definir tecnicamente o cinema como uma sucessão de
imagens numa tela, obtidas por projeção óptica,
em que se tem a sensação, pela troca rápida de
imagens, de um movimento contínuo.
As imagens que possibilitam o cinema devem ser, portanto, translúcidas e positivas,
uma vez que a projeção óptica necessita de um feixe
de luz que transpasse a imagem gravada, e esta seja formada e ampliada
por uma lente, possibilitando assim sua projeção externa
à própria imagem gravada.
Para que este efeito funcione, há necessidade de capturar e projetar a imagem em sistemas similares, compatíveis e padronizados.
O instrumento utilizado para captação de imagens é uma câmera cinematográfica, composta por elementos óticos e mecânicos (e modernamente alguns eletrônicos que regulam com maior precisão suas funções) que capturam uma sucessão de imagens.
Fig. 1 - Arriflex 16 S
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Acima (fig. 1), um esquema da famosa ARRIFLEX 16 S, ou 16 ST (standart), usada largamente
até hoje na cinematografia 16mm, é ágil, versátil
e simples de operar. Permite o uso com chassi de 400
pés (120 metros), com 11 minutos de filmagem contínua,
ou com carretéis de 110 pés (30 metros) com 3 minutos de filmagem, sem
uso do chassi (os carretéis se encaixam no próprio corpo).
Neste tipo de câmara, a laçada (ver adiante) é feita
no corpo e não no chassi.
Possibilita também o uso de um anel giratório com 3 bocais,
que comporta até 3 objetivas simultaneamente, para que o operador
possa escolher a que mais lhe convém em cada situação.
No caso de seu usar uma objetiva Zoom, não há necessidade
de girar o anel.
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Fig.2 - Esquema básico de um projetor caseiro, tipo S-8 ou 16mm.
Embora maiores, os projetores 35mm possuem os mesmos princípios.
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Para visualizar estas imagens, é preciso um aparelho projetor (Fig.2), que funciona analogamente à câmera. Uma diferença, entretanto, é que o obturador dos projetores não são divididos em duas metades de 180º, como as câmeras, e sim divididos em 3 partes, sendo que uma imagem permanece na tela por 2/3 do tempo, e não por 1/2 tempo. Isso reduz a flicagem da troca de imagens e melhora a sensação de movimento contínuo.
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Mas a principal diferença entre ambos é que a câmera é dotada de um sistema de lentes para possibilitar a entrada de luz e imprimir uma película interna; e o projetor é dotado de um sistema de lentes e uma lâmpada interna cuja função é promover a saída da luz de seu interior. No caminho, a luz perpassa uma transparência (o filme diapositivo) e a lente forma a imagem do fotograma para fora do aparelho, fazendo assim o percurso inverso ao da câmera.(Fig.3).
Fig. 3 - Esquema de trajetória da luz na câmera (captação) e na projeção.
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Portanto, o melhor suporte para gravar esta imagem é o fotográfico,
em que se tem justamente uma imagem formada sobre uma base transparente,
possibilitando sua projeção para cópia e ampliação
da imagem original.
O filme fotográfico é, portanto, o suporte do cinema convencional.
Mas e como se obtém a captação?
O princípio de captação de imagem no cinema é regido por um sistema mecânico presente nas câmeras de cinema conhecido como mecanismo de TRAÇÃO, e tem como principais elementos a GRIFA e o OBTURADOR. Através deste mecanismo duplo, o filme é puxado intermitentemente, sendo que mantém-se estável por uma fração de segundo e é novamente puxado numa outra fração, permitindo que a imagem seja registrada fotograficamente como uma sucessão de imagens estáveis, que ao serem projetadas por mecanismo similar, darão a ilusão de movimento.
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Fig. 4 - Mecanismo de tração de uma câmera
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Fig. 5 - Mecanismo de tração Grifa / Obturador
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O
obturador é um semi-círculo que gira continuamente
sobre um eixo central, sendo que quando está passando sua
parte aberta, o fotograma está sendo exposto, e quando
está passando sua parte opaca, o fotograma está
sendo trocado pela grifa. Este movimento sucessivo imprime vários
fotogramas por segundo ( a velocidade padrão é 24
f.p.s.), como se fossem tiradas várias fotos em seqüência
de um determinado assunto.
A
grifa opera em sincronismo absoluto com o obturador, promovendo
a troca de fotogramas a cada giro.
Observe as etapas da figura 5 ao lado, que descrevem o movimento do mecanismo de tração:
1) Obturador aberto. A película está sendo exposta, permanecendo estática enquanto a grifa se movimenta para pegar a perfuração do próximo fotograma.
2) Obturador se fecha, e a película pára de ser exposta. Neste momento coincide com a grifa que pegou uma perfuração e puxa o filme, colocando outro fotograma, ainda virgem, na janela.
3) A película avançou um fotograma e a grifa se retira, enquanto o obturador está começando a abrir novamente.
4) Obturador novamente aberto, expondo o próximo fotograma, enquanto a grifa já está se movimentando para engatar na próxima perfuração e puxar mais uma vez o filme.
Este movimento é contínuo, apesar de intermitente, e é feito 24 vezes durante um segundo, na velocidade padrâo de captação em cinema.
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A mesma experiência que Eadweard Muybridge fez com uma série de câmeras fotográficas dispostas em fila e fotografado o movimento de um cavalo, é reproduzida numa câmera de cinema.
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Ilusão de Movimento
A razão pela qual esse sistema simula, ou antes, reproduz um movimento através de uma ilusão é motivo de certa controvérsia. Tradicionalmente, a mais aceita teoria que explica a sensação de movimento é a chamada Persistência da Retina, fenômeno pela primeira vez descrito em 1826 pelo médico Peter Mark Roget. Este fenômeno consiste na capacidade da retina em manter por uma fração de segundo uma imagem, mesmo depois desta haver mudado. As células fotossensíveis da retina, os cones e bastonetes, transformam a energia luminosa em impulsos bio-elétricos, e estes são enviados para o cérebro, que então os interpreta como imagem. Por isso, em última análise, poderíamos dizer que é o cérebro que realmente "vê". Mesmo depois do cérebro ter recebido os impulsos, a retina continua mandando informações, por aproximadamente 1/10 de segundo após o último estímulo luminoso.
Por este motivo, se uma imagem for trocada numa velocidade maior do que esta, elas tendem a fundir-se no cérebro, provocando a sensação de movimento contínuo.
Foi o físico belga Joseph-Antoine Plateau
quem mediu pela primeira vez este tempo da persistência retiniana, por volta de 1830, permitindo assim que diversos aparelhos de reprodução de imagens em movimento pudessem ser desenvolvidos, como o taumatropo, o praxinoscópio, o zootropo, fenaquistoscópio, além do próprio Kinetoscópio de Edison e o Cinematógrafo dos irmãos Lumière. Isso sem mencionar uma longa série de outros com nomes mais esdrúxulos, e que constam dos anais da História do Cinema.
Uma outra teoria é postulada por Arlindo Machado em seu livro Pré-Cinemas e Pós-Cinemas, segundo o qual o psicólogo Max Wertheimer em 1912 descobriu um fenômeno de ordem psíquica a que ele denominou Phi: "se dois estímulos são expostos aos olhos em diferentes posições, um após o outro e com pequenos intervalos de tempo, os observadores percebem um único estímulo que se move da posição primeira à segunda."
Esta teoria não invalida a persistência retiniana e pode ser interpretada de diferentes maneiras: ou apenas postula ser um fenômeno psíquico e não físico, ou ainda é um fenômeno complementar, cuja sensação pode ser ser advinda justamente da persistência retiniana. Há autores que consideram um engano comparar o fenômeno Phi com o da Persistência Retiniana, pois seriam duas análises, sob interpretações diferentes, do mesmo objeto.
Ambos os casos, na verdade, não modificam em nada o fato do cinema se valer de uma falha da visão para criar a ilusão de movimento.
24 fotogramas por segundo (f.p.s.)
Tecnicamente, o sistema de tração de uma câmera nada mais faz do que registrar fotograficamente uma quantidade de imagens num curto intervalo de tempo. Na captação, a troca rápida permite obter um filme com as sucessivas partes de um movimento congeladas, e na projeção, essas partes são vistas como um contínuo movimento. Este sistema pode variar sua velocidade de captação (e consequentemente de projeção enormemente), pois desde 1/10 de segundo de exposição, qualquer velocidade já seria suficiente para dar impressão de movimento. Entretanto, é sabido que quanto maior for esta velocidade (considerando iguais na captação e na projeção), melhor ficaria a qualidade do movimento registrado, pois equivaleria a dividir em mais quadros, e portanto mais precisamente, um movimento qualquer.
Entretanto,
utilizar uma velocidade muito alta significa muito mais quantidade de filme para capturar o mesmo tempo de um movimento, e a relação entre o custo e o benefício não justificam grandes velocidades de captação, de maneira que o cinema mudo se utilizava de 16 a 18 fotogramas por segundo.
A padronização dos 24 f.p.s veio com o cinema sonoro, quando da invenção do sistema Movietone, ou som gravado diretamente na película. Isso aconteceu porque a projeção em 16 ou 18 f.p.s sonoros causavam grandes distorções no som, pela pouca velocidade com que a película passava no leitor óptico do projetor. Assim, era necessário aumentar a velocidade da projeção para que o som respondesse satisfatoriamente. Mas aumentar a velocidade de projeção exige também que se aumente o padrão de captação, pois ambos devem rodar na mesma velocidade (a não ser que se queira câmera lenta ou câmera rápida, ver adiante)
E assim, a melhor relação custo/benefício entre o qualidade do som e o gasto com película foi calculado em 24 f.p.s.
Velocidade de Captação
A
alteração na velocidade do mecanismo grifa/obturador permite
dois efeitos comuns em cinema: Câmera Lenta e Câmera
Rápida.
Levando-se em conta que a velocidade padrão
de projeção é 24 f.p.s, quando filmamos a mais
fotogramas por segundo, por exemplo, 48 f.p.s., a velocidade de projeção
não se altera, mas foi captado o dobro de imagens no mesmo tempo
de projeção. Assim, quando aumentamos a velocidade de
captação a mais de 24 f.p.s, estamos fazendo Câmera
Lenta.
Em contrapartida, considerando o mesmo padrão 24 f.p.s, e filmamos
a menos quadros por segundo, como por exemplo, 12 f.p.s, temos então
a metade das imagens que teríamos a 24 f.p.s, mas sendo projetado
sempre a 24 f.p.s. A isto corresponde a Câmera Rápida.
A nomenclatura em português é dada segundo a projeção, ou seja, ao vermos o movimento mais lento, chamamos de câmera lenta. Mas em inglês, esta nomenclatura é dada segundo a captação, sendo a indicação para câmera lenta High Speed, e câmera rápida, Low Speed, pois na câmera lenta a velocidade de captação é maior e vice-versa.
É
importante frisar que estas medidas são consideradas levando-se
em conta a velocidade de projeção 24 f.p.s., que, se for
alterada, também por conseqüência os valores das câmeras
lenta e rápida sofrerão alteração.
2 - CÂMERAS
O
princípio das câmeras de cinema, desde sua invenção
até hoje, permanece o mesmo, com apenas diferenças na comodidade
e praticidade no uso e manuseio dos equipamentos. Isso significa que uma
câmera fabricada a 50 ou 60 anos atrás ainda é capaz
de produzir, se em bom estado de conservação mecânica
e ótica, imagens de qualidade sem que se possa diferenciar o resultado
de um câmera fabricada há alguns meses. É importante
frisar que o mesmo não acontece com a tecnologia de vídeo,
que a cada geração aumenta a definição e qualidade
da imagem, colocando as câmeras mais antigas em estado obsoleto.
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A
Arriflex II C (Fig. 7) é uma das mais antigas câmaras elétricas
de 35mm ainda em uso. Seu sistema de tração é
extremamente simples, com apenas uma grifa e sem contra-grifa,
com rodas dentadas apenas no chassi, mas mesmo assim mantém uma estabilidade invejável. Apesar
do design antigo, uma delas em bom estado é capaz de
filmar um longa-metragem sem que se note diferença entre
uma câmara mais moderna.
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Fig. 7 - Arriflex II C 35mm
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Figura 8: Uma Câmara Super-8 CANON 518. Das mais simples e eficientes,
a câmara de Super-8 raramente permite a troca de objetivas e o chassi
pertence ao próprio corpo, já que o filme vem num cartucho vedado pronto
para ser usado.
É uma câmara compacta feita para o uso amador,
e que, no entanto, serve também a profissionais se usada devidamente.
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Partes de uma Câmera Cinematográfica
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Todas as câmaras de cinema possuem partes comuns, que são:
1.corpo
2.objetiva
3.chassi
4.mecanismo de tração
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1. CORPO
O
corpo é o sustentáculo da câmera, onde se localiza
sua empunhadura (que serve para segurá-la; jamais segure uma
câmera pela objetiva ou pelo chassi) e as aberturas que permitem
o encaixe do chassi e o da objetiva, este último denominado bocal.
É fundamental que o corpo permita a vedação completa
da luz exterior em seu interior; que possua um sistema de captação
de luz (objetiva) e enquadramento (visor), bem como um sistema de transporte
contínuo do filme, formado pelas rodas dentadas e pelo sistema de tração, o mecanismo grifa/obturador.
Este é o sistema de transporte do filme que é responsável pela
captação ordenada de um determinado número de fotogramas
por segundo, que, quando projetados, dão a sensação
de movimento
.
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Laçada
Chamamos
Laçada do filme o percurso que a emulsão cinematográfica
faz nos roletes de tração da câmara. Este mecanismo
de tração auxilia o mecanismo grifa / obturador a puxar
o filme, e com ele funciona em pleno sincronismo. Cada câmera
possui uma maneira diferente de se fazer a laçada, que deve ser
previamente dominada pelo assistente de câmera antes de iniciar
a filmagem. Alguns exemplos de laçada:
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Figura 9: À esquerda, laçada da ARRI 16S, e à
direita, laçada desde o chassi da PANAVISION System 65 .
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Podemos, entretanto, diferenciar basicamente dois tipos de laçada:
As que são dadas no chassi (ver adiante), e as que são
dadas no corpo da câmara. Em geral são laçadas manuais,
ou seja, o assistente deve colocar manualmente o filme nos roletes de
tração encaixando adequadamente a perfuração
do filme. Porém, quando a câmera não trabalha com
chassis muito grandes, e o filme não oferece muita resistência
ao ser rodado, ele pode ter um mecanismo automático de laçada,
como é o sistema das câmaras BOLEX.
Velocidade de Exposição
Da
mesma maneira que, numa câmera fotográfica comum, ao
alterarmos a velocidade de exposição, faz-se necessária
a devida compensação no diafragma, aqui, analogamente,
ao aumentarmos ou diminuirmos a velocidade de exposição
esta compensação também deve ser feita, porque
também a alteração da velocidade implica na alteração
direta do tempo de exposição. Para calcularmos o valor
da compensação, devemos ter em mente a velocidade de
exposição padrão, a 24 q.p.s e com o obturador
a 180º: como durante metade do tempo em que o obturador está
girando ele expõe o filme e na outra metade ele barra a luz,
o tempo necessário para expor o filme não pode ser 1/24
de segundo, pois senão o fotograma imprimiria sua troca e borraria
a imagem. Assim, o cálculo procede da seguinte fórmula:
2x
= 1/24 , que daí tiramos x=1/48
Portanto,
o tempo de exposição padrão é 1/48 de segundo,
mas que por razões técnicas, foi arredondado para 1/50
de segundo (facilidade de cálculo).
Podemos então considerar que se a 24 q.p.s. (e obturador a
180º) a velocidade é 1/50, cada vez que eu dobro a velocidade,
corto pela metade a exposição, e vice-versa. Assim,
se eu estiver a 48 q.p.s., minha exposição será
1/100, o que equivale a 1 ponto no diafragma.
Então
a regra é simples: Cada vez que se dobra a velocidade, devo compensar
(abrir) o diafragma em 1 ponto, a cada vez que corto pela metade a velocidade,
devo acrescentar (fechar) 1 ponto.
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Figura
10:
Algumas aberturas de obturador: 200º, fechado (não
imprime), 45º e 90º, por último.
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Obturador
O
Obturador é um dos mecanismos mais delicados da câmera,
pois depende de uma altíssima precisão em seu desenho
de fábrica e seu funcionamento, e por isso deve-se ter
muito cuidado ao limpá-lo ou alterar sua angulação
no corpo da câmera, certificando-se antes que ela não
esteja ligada.
O ângulo padrão do obturador é 180º,
um semi-círculo perfeito, mas que pode ser alterado se
a câmera assim o permitir (nem todas oferecem esta possibilidade).
Quando aumentamos o ângulo de abertura, abrimos mais o
obturador, o que significa que o fotograma será exposto
por mais tempo, sem que haja alteração na velocidade
da câmera. O contrário é verdadeiro, ao
fecharmos seu ângulo, o fotograma será exposto
por um tempo menor. Tomemos, por exemplo, um obturador a 90º.
Seguindo o mesmo raciocínio da compensação
de velocidade, verificamos que o ângulo é a metade
do ângulo padrão, e, portanto, devemos abrir
1 ponto ao diafragma para compensar a metade do tempo de exposição
proporcionado por este obturador. O inverso é verdadeiro,
e segue a mesma regra da velocidade de câmera. (obturador
a 270º, maior tempo de exposição, e fechamos
1 ponto no diafragma)
Levando-se em conta que nem sempre o obturador abrirá ou
fechará em proporções exatas de dobro e metade,
muitas vezes o assistente de câmera é obrigado a
efetuar alguns cálculos para saber em quanto deve compensar
o diafragma nos ângulos quebrados do obturador. Afim de
facilitar sua vida, segue uma tabela com os ângulos e suas
compensações:
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180º
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140º
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120º
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100º
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90º
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70º
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60º
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50º
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45º
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30º
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22
1/2º
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175º
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170º
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f/1.4
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1.3
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1.6
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1.5
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1.4
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2
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1.8
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1.6
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1.5
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1.4
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2.3
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2.1
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2
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1.8
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1.6
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1.5
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1.4
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2.8
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2.5
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2.3
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2.1
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2
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1.8
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1.6
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1.5
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1.4
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3.2
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3
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2.8
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2.5
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2.3
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2.1
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2
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1.8
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1.6
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1.4
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4
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3.6
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3.2
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3
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2.8
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2.5
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2.3
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2.1
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2
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1.6
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1.4
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4.5
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4.2
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4
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3.6
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3.2
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3
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2.8
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2.5
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2.3
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2
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1.6
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5.6
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5
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4.5
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4.2
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4
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3.6
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3.2
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3
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2.8
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2.3
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2
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6.3
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6
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5.6
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5
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4.5
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4.2
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4
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3.6
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3.2
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2.8
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2.3
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8
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7.2
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6.3
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6
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5.6
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5
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4.5
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4.2
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4
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3.2
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2.8
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9
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8.5
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8
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7.2
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6.3
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6
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5.6
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5
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4.5
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4
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3.2
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11
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10
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9
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8.5
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8
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7.2
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6.3
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6
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5.6
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4.5
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4
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12.7
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12
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11
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10
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9
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8.5
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8
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7.2
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6.3
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5.6
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4.5
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16
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14
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12.7
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12
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11
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10
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9
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8.5
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8
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6.3
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5.6
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18
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17
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16
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14
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12.7
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12
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11
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10
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9
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8
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6.3
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22
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20
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18
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17
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16
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14
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12.7
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12
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11
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9
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8
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25
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24
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22
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20
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18
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17
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16
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14
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12.7
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11
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9
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32
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28
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25
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24
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22
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20
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18
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17
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16
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12.7
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11
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A Tabela acima indica o diafragma a compensar quando fechamos o obturador
a partir de 180º. Na linha superior, os ângulos, e na primeira
coluna à esquerda, os valores do obturador padrão. Para
usar esta tabela, basta medir a luz normalmente com o fotômetro
e depois, usando o diafragma dado a 180º, procurar na tabela
o valor do mesmo diafragma com outro ângulo.
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As implicações advindas deste recurso são análogas
às da fotografia estática: Quando deixamos mais tempo
um fotograma exposto, a tendência é que movimentos muito
bruscos saiam borrados, ao passo que com menor tempo de exposição,
estes movimentos são captados com maior nitidez e estabilidade.
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OBJETIVAS
As objetivas de cinema não diferem muito das objetivas comuns
de fotografia em seus princípios básicos. Os mesmos princípios
de distância focal e abertura são idênticos:
Assim como na fotografia estática as objetivas próprias
de cada fabricante não são compatíveis entre si,
em cinema isso também ocorre, mas com alguns atenuantes. Ao invés
dos encaixes de rosca e baioneta, comuns nas câmaras fotográficas,
as objetivas de cinema são fixadas no corpo da câmera através
de um encaixe de pressão, formado por um anel giratório
no bocal do corpo que ao ser girado pressiona as arestas da objetiva
fixando-a ao corpo (as câmaras mais antigas, como os modelos da
Arriflex 16 st e 35 II C possuem encaixe ainda mais simples, sustentadas
apenas por duas linguetas de segurança).
A possibilidade de intercâmbio entre objetivas é facilitada
neste processo, e muitas câmaras de cinema possuem anéis
adaptadores que permitem a utilização de objetivas fotográficas
de determinado fabricante, sem perda de qualidade ótica.
São,
porém, construídas com algumas indicações
diferenciadas:
Números-T
Muitas objetivas, além da marcação convencional
de diafragma através dos números-f, possuem também
uma outra marcação, denominada números-T. Estes
números também são aberturas de diafragma, mas
que levam em conta a perda de luz causada pela construção
da lente. Como se sabe, o cálculo da abertura máxima de
uma objetiva é dado pela relação entre a distância
focal e o diâmetro da lente. Assim, uma objetiva de 100mm que
possua um diâmetro da lente mais externa de 50mm terá abertura
máxima f/2, pois 100/50=2. Entretanto, nem sempre este número
é real, pois a luz, ao passar por todas as lentes que compõe
a objetiva, sofre perdas e desvios. Assim, os números-T compensam
essas diferenças, dando uma exposição mais precisa.
Zoom
Ao contrário da fotografia profissional, que dá preferência
a objetivas com distâncias focais fixas, a fotografia de cinema
se utiliza largamente das objetivas zoom. Isso se dá por uma
questão de praticidade, pois uma objetiva zoom percorre várias
distâncias focais numa única peça, evitando a constante
troca de objetivas e sua conseqüente economia de tempo. A objetiva
zoom, inventada pelo francês Angenieux (fabricante da objetiva
homônima), em seu início servia apenas para o efeito zoom
durante a rodagem da câmera, mas as objetivas fixas ainda eram
preferidas nos planos em que este efeito não era necessário
devido à melhor qualidade de imagem obtida pela objetiva fixa.
Hoje em dia, entretanto, a qualidade ótica de algumas zoom é
comparável a das fixas, não comprometendo a imagem captada.
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CHASSI
O chassi de uma câmera é o compartimento onde se armazena
a emulsão sensível, o filme, tanto o virgem quanto o já
exposto.
Existem dois tipos básicos de chassi:
1)
Chassi Plano de Dois Eixos
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É
o mais antigo tipo de chassi ainda em uso, e que ainda pertence
à linha de fábrica de algumas câmaras. Neste
chassi, tanto a parte virgem, geralmente colocada a esquerda, quanto
a parte exposta, geralmente a direita, situam-se no mesmo compartimento,
e sua abertura, tanto no carregamento
quanto no descarregamento do filme deve ser feita no escuro total.
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Embora
pareça antiquado, o desenho do chassi plano é o mais indicado
para filmagens em alta velocidade, pois a trajetória que o filme
percorre neles é mais natural e oferece menor resistência
ao sistema de tração da câmera. Neste tipo de chassi
a laçada é feita no corpo da câmera, e em geral deve-se
inclusive colocar manualmente o filme na grifa, encaixando-a à
perfuração.
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2)
Chassi Coaxial

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Este
tipo de chassi, mais moderno, oferece o plano onde se localiza a
emulsão dividido em dois paralelos, onde os dois rolos (o
virgem e o exposto) giram sob um único eixo, possibilitando
diminuição significativa do tamanho físico
da câmera. Como a parte virgem fica isolada da exposta em
relação à entrada de luz, o carregamento é
feito em duas etapas, uma em que é carregada a parte virgem,
totalmente no escuro, e outra em que o filme, passado para o outro
lado do chassi, é laçado, podendo a laçada
ser feita no claro.
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Neste
caso, o mecanismo de tração encontra-se no chassi e não
no corpo da câmera.
Devido ao percurso torcido que o filme deve fazer para passar de um
lado ao outro do chassi na rodagem, este chassi não se presta
a grandes velocidades de filmagem, devendo ser preferido, nestes casos,
o chassi plano.
Tanto
o chassi plano quanto o coaxial são móveis, ou seja, separam-se
do corpo da câmara para que o carregamento ou descarregamento
seja feito pelo assistente em lugares apropriados sem o atraso da montagem
ou desmontagem da câmara. Como cada câmara possui um sistema
diferente de tração, os chassis de cada fabricante não
são intercambiáveis entre si, ou seja, não é
possível usar um chassi de Arriflex numa Aaton e vice-versa.
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Outros Tipos:
Existem também alguns chassis que fazem parte do corpo da câmara
e delas não se separam. Em geral não permitem carregamento
de rolos de 400 pés, os mais comuns, e sim os de 100 pés,
que são enrolados em carretéis de metal preto que permitem
que a laçada seja feita em luz tênue. Oferecem esta possibilidade
os modelos de câmera Arriflex 16 ST (ver figura 1) e todas as BOLEX.
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Autonomia
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A
autonomia diz respeito ao tempo útil que cada rolo tem. Em
geral, os rolos saem de fábrica com medidas padronizadas que
se adequam ao tamanho dos chassis. A medida mais comum é 400
pés, que equivale a aproximadamente 122 metros, tanto em 16
como em 35mm, mas também são fabricados rolos de 100,
200 e 800 pés para 16mm, e 200, 800 e 1000 pés para
35mm.
A autonomia de filmagem depende também da bitola utilizada
e da velocidade de filmagem. Um rolo de 400 pés em 16mm, a
24 q.p.s. roda 11 minutos, ao passo que a mesma medida em 35mm roda
4 minutos e 36 segundos.
Considerando a velocidade 24 q.p.s., veja a tabela
de conversão metros/pés em tempo, indicando os tempos
referente a cada metragem, tanto em 16mm como 35mm
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Veja mais:
Manuais de câmeras e acessórios disponíveis para
download.
www.cinematography.net/cinefile.htm
copyright©
2000 Filipe Salles
*Filipe Salles é fotógrafo, cineasta e músico; é professor
de fotografia na FAAP e mestre em Comunicação e Semiótica na PUC/SP.
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