| Gustav
Mahler (1860-1911) |
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Sinfonias
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| Sinfonia
no.1 em ré maior <Titan> Uma das mais conhecidas de Mahler, empolgante e carismática. Há uma infinidade de gravações desta sinfonia, nem todas de boa qualidade. Como é impossível classificar todas, posso mencionar algumas que particularmente são recomendáveis: Poucas leituras desta sinfonia combinam tão bem a qualidade sonora com uma interpretação eletrizante do que a versão de sir Georg Solti com a CSO (Decca 411 731-2). Os metais e as madeiras estão impecáveis; as cordas deslizam com desenvoltura e segurança, os tempos são respeitados com precisão, mas nunca aprisionando a imaginação mahleriana. Altamente recomendável. |
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De mesmo
cacife, até em alguns momentos melhor, é a leitura de Leonard
Bernstein com a Concertgebouw em 1987 (Deutsche). Também igualmente
inspirada, conjunto de metais balanceados, e cordas intensas. Para quem
gosta do estilo descontraído de Bernstein, este é um CD
de primeira: variações inusitadas de andamento reforçam
certas passagens melódicas que normalmente nos passam despercebidas.
Essa gravação está disponível na LB edition.
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| Das
leituras mais recentes, temos a de Zubin Mehta, que gravou várias
vezes (com a Israel PO pela Decca, a NYPO pela CBS, entre outras) e oferece
uma leitura absolutamente correta; algo de morno, embora convincente. Já a leitura de Kurt Masur com a NYPO (Teldec 9031 74868-2, 1992) imprime um certo peso bruckneriano à partitura, que, em se tratando dos dois primeiros movimentos, parece às vezes mais exagerado que o necessário, mas que não deixa de passar a certeza e a objetividade das idéias musicais ali desenvolvidas. Esse peso faz muita diferença no solene e grandioso finale. Igualmente recomendadas são as leituras de Seiji Ozawa, com a BSO em 1977 e Claudio Abbado com a BPO em 1989, embora mais ordinárias se comparadas com as demais. Todas as outras interpretações disponíveis, de Sinopoli, Giulini, Muti, Inbal, são dotadas de muito bom gosto e entusiasmo - é realmente uma sinfonia difícil de errar - mas são menos interessantes enquanto criações interpretativas. Para o mercado brasileiro especificamente (levando em conta que muitas dessas gravações podem estar esgotadas), é recomendada, caso nenhuma das alternativas anteriores esteja disponível, a gravação da Naxos (8.550522), que é barata, bem tocada pela Orquestra da Rádio Nacional da Polônia (reg. de Michael Halász) e ainda traz o Blumine no bonus track. voltar ao topo |
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Sinfonia no.2 em dó menor < Ressurreição > |
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| Esta
é uma obra fundamental no repertório pós-romântico;
constantemente visitada pelas maiores orquestras, coros e maestros do mundo.
É onde desemboca uma tradição austríaca que
vem de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Wagner, Bruckner e chega ao ápice
do sinfonismo nesta obra. Como se vê, o culto a ela não é
vão; além de constituir uma obra dramaticamente intensa, suas
preocupações espirituais e filosóficas, bem como o
natural carisma sonoro (melodias belíssimas, passagens de extrema
leveza e harmonia alternados com demoníacos e tempestuosos fortíssimos;
orquestração rica, que inclui órgão a coro misto),
fazem dela uma obra gravada com freqüência. Entretanto, apenas
3 gravações dela são dignas de nota: Bruno Walter tem duas leituras registradas, uma de 1948 (cuja sonoridade deixa a desejar) e outra, com a Columbia SO, dez anos depois, e que merece toda a nossa atenção. Aliás, o ciclo competo de Mahler por Walter está disponível pela Sony, do antigo catálogo da CBS. Uma leitura vigorosa, extremamente límpida, algo reflexiva, que não nos deixa dúvidas das intenções mahlerianas. Os metais estão brilhantemente equilibrados, embora o melhor deste registro sejam as madeiras e as cordas. A versão original da CBS não é mais encontrada atualmente. A Sony Classical relançou todas as sinfonias de Mahler com Bruno Walter, sendo que o pacote, neste caso, traz a Primeira e a Segunda juntas (Sony CBSCD 45674). Vale muito a pena! Outra gravação é a de Otto Klemperer, com a Philharmonia Orchestra em 1963, tendo como solista Elisabeth Schwarzkopf. É um dos registros clássicos do disco, disponível pela EMI, e que, embora não conte com a melhor sonoridade possível, é muito bem gravada e tem um último movimento dos mais bem acabados em toda a discografia de Mahler. Os ouvintes habituados com essa obra sabem o quanto este último movimento, pela diversidade de idéias e alternância súbita de temperamento, é difícil de reger. Klemperer faz isso com naturalidade e segurança ímpar, fazendo desta uma gravação excelente. Klemperer registrou a Segunda algumas outras vezes, como a versão com a BRSO em 1965. Mas a versão de 63, com Schwarzkopf é soberana. Se ainda disponível (EMI CDM 769 6622), tem a vantagem de caber em um único CD, caso raro para esta sinfonia que geralmente ultrapassa os 80 minutos. |
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| A
última gravação recomendada é de 1988, bem mais
recente que as anteriores, mas é impossível deixar de mencionar
a estonteante leitura de Simon Rattle com a CBSO pela EMI (7479628).
A sonoridade é a melhor já captada desta sinfonia, e a leitura,
agraciada com o Grammophone Awards. Dispensa maiores comentários,
pois é eletrizante, imperdível para quem aprecia esta obra.
O Primeiro Movimento vem isolado no CD1, para poder respeitar, em alguma
medida, a indicação do próprio Mahler em fazer uma
pausa de pelo menos 15 minutos entre o primeiro e os outros 4 movimentos
restantes. |
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| Não
podemos deixar de mencionar também essa curiosidade: Um economista milionário, fanático por Mahler chamado Gilbert Kaplan, gostava tanto desta sinfonia que contratou a LSO completa para tocar e gravar, sob sua batuta, esta Segunda Sinfonia de Mahler. Kaplan, que não é músico profissional e nem maestro, pediu auxílio técnico a Georg Solti, alugou a orquestra inteira e regeu; o resultado pode ser conferido na gravação da IMP Classics de 1988 (DPCD 910), cujas críticas foram extremamente favoráveis! Outros grandes maestros de Mahler, Bernstein, Solti e Haitink, também têm leituras primorosas, mas nada como estas citadas. voltar ao topo |
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