A produção de curtas-metragens e o
papel das escolas de cinema entre 1994-2000

por Filipe Salles *

Histórico

Não são poucos os artigos ensaísticos sobre a cinematografia de curta-metragem que enfatizam o nascimento do cinema neste formato, e que daí retiram a conclusão de sua importância sumária no desenvolvimento do cinema. De fato, as primeiras filmagens executadas pela companhia de Edison para o Kinetoscópio, não passavam de tiras fotográficas com 17 metros de extensão (o máximo que a tecnologia da época era capaz de produzir) que eram passadas numa velocidade inconstante, cuja duração não ultrapassava os 30 segundos. O mesmo irá ocorrer com o fabuloso invento dos irmãos Lumière, que agora não se restringia à execução individual de um trecho cotidiano; a projeção cinematográfica permitiu a expansão democrática da imagem. De qualquer modo, os filmes dos Lumière também são "curta-metragens", embora numa concepção bastante diferente sobre aquilo que atualmente denominamos como tal. Não havendo a possibilidade da fabricação, pelo menos até aquele momento, de uma tira mais comprida de negativo fotográfico, a restrição às situações curtas era determinada mais pela inaptidão tecnológica do que pela opção estética.

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