|
Definição
O processo de ampliação consiste em fazer cópias
positivas, ampliadas a partir de um negativo fotográfico. Essa
cópia é feita através da projeção de
uma imagem gravada em base transparente (o filme) num outro suporte fotossensível,
normalmente o papel fotográfico. A cópia ampliada diferencia-se
da cópia por contato por esta útlima ser feita sem o aumento
da proporção do negativo original.
Cópias contato são úteis para escolha da imagem mais
adequada para ampliação, bem como para comparações
entre diferentes exposições, mas não se prestam como
resultado final em 35mm. A ampliação é justamente
uma cópia feita por projeção, em que se pode escolher
diferentes tamanhos, maiores que o original.
O Papel Fotográfico
Assim
como o negativo, o papel fotográfico também é um
filme, que possui grãos característicos, sensibilidade,
contraste e latitude, da mesma forma que um negativo, só que numa
base de papel. Quando projetamos a imagem negativa do filme em cima do
papel, este se sensibiliza e torna a imagem positiva, já que tanto
o filme processado como o papel são negativos. Este é o
mesmo processo já utilizado desde o séc.XIX por Talbot,
com cópias por contato.
A sensibilidade do papel é relativamente baixa (algo em torno de
ISO 10 ou menos), mas que em nada prejudica sua exposição
por trabalharmos com luz controlada e a possibilidade de longo tempo de
exposição na cópia. Assim, não é necessário
'fotometrar' o papel, pois a exposição é determinada
por testes, e isso permite uma liberdade de criação quanto
à escolha dos tons da cópia.
|
|
A
latitude do papel é sensivelmente menor que a do negativo,
mas isso não chega a ser um fator limitante, uma vez que ao
papel cabe a reprodução positiva do negativo, e ao negativo
a seleção da latitude para maior ou menor compressão
de tons de cinza. Mas em relação ao contraste, o papel
pode fazer diferença, e por este motivo, existem papéis
com diversos contrastes disponíveis no mercado. Há também
papéis de diferentes tipos de base e reflexão, cada
um com características específicas que fazem muita diferença
no resultado final. Vejamos alguns tipos de papéis: |
|
Caixas
de papéis Ilford, Agfa e Kodak
|
Papéis de contraste Fixo: são os papéis Ilford
Gallerie, Kodak Kodabrome II e Kodabrome III, cuja escala de contraste
vai de 1 a 5. Os papéis de contraste 1 são suaves, geralmente
com longa escala de cinzas, e que podem ser úteis para amenizar
negativos muito contrastados. O oposto são os papéis de
contraste 5, que reproduzem tons mais duros, sem nuances de cinzas, e
que também podem ser úteis na compensação
de negativos sub-expostos ou com pouco contraste natural. O contraste
normal é considerado o papel 3.
Papéis
de contraste variável: Ilford Multigrade e Kodak Polymax. Possuem
escala de contraste de 1 a 5 num único papel, e cuja escolha é
feita mediante o uso de filtros específicos, recomendados pelos
fabricantes. Os filtros possuem escala de 00 a 5, indo de ½ em
½ grau na escala de densidades. Assim, um filtro de 1 ½
torna a cópia suave em termos de contraste, e o filtro 4 ½
torna a cópia dura. Nessa escala, o filtro normal é o 2
½ , e deve ser utilizado no início dos testes para avaliar
o tempo de exposição e o grau de contraste. Como se nota,
com esse tipo de papel, são dois testes a serem realizados: exposição
e contraste.
Papéis
Resinados: são a maioria dos papéis atualmente fabricados.
Possuem uma fina camada de resina para proteção e conservação
da cópia, mas possuem o inconveniente de permitir que o papel eventualmente
amassado fique com as marcas das dobras. No caso dos papéis Kodak,
os resinados vem com a designação RC, e no caso da Ilford,
a indicação `resin coated base´.
Papéis
de Fibra: são papéis que não possuem resina e
tem uma base de fibra sob o papel. Antigamente, muitos eram os papéis
de fibra, mas eles costumam dobrar após a secagem, exigindo que
o fotógrafo coloque-os sob algum peso liso para indireitá-los.
Isso fez com que comercialmente esse papel fosse negligenciado, apesar
de não deixar marca de amassado e possuir uma excelente qualidade
na reprodução dos tons de cinza. Atualmente, os melhores
papéis nessas condições são os Ilford, todos
desta categoria com a indicação FB(Fiber).
Papéis
de tom quente: alguns papéis da Ilford são chamados
´warmtone´, cuja designação diferencia tais
papéis dos demais, chamados genericamente de tons frios. Os papéis
de tom quente são levemente amarelados, traduzindo tonalidades
de marrom ao invés de cinza, o que de certa forma reproduz o efeito
de viragem sépia, apesar de algumas diferenças. É
questão de experimentar.
Tipos de papéis quanto à reflexão
Kodak
Polymax e Kodabrome
Papel F: designa o papel Brilhante, com gradações de 1 a
5 de contraste
Papel N: designa o papel Fosco, também com gradações
de 1 a 5
Papel W: intermediário entre F e N, algo como o cetim da Ilford
Ilford
Multigrade
Papel Semi-mate: papel levemente fosco, com nuances mais sutis de tons
intermediários, sempre em contraste variável.
Papel Mate: papel fosco, equivalente ao N da Kodak.
Papel Cetim: papel entre o fosco e brilhante, levemente brilhante, que
traduz bem tons profundos de cinza, os mais escuros.
Papel Brilhante ou Glossy: como o próprio nome já diz, trata-se
do papel brilhante Ilford
Papel Pérola: papel semi-brilhante com características especiais,
possui ampla gama de cinzas e reproduz com muita propriedade negativos
de qualquer densidade.
Papel Fiber: papel fosco ou brilhante com base de fibra e não resina.
Apesar
dos papéis Kodak serem de extrema qualidade e possibilitar cópias
excelentes, não há como negar que no caso das cópias
preto-e-branco, a Ilford possui uma variedade maior de produtos, ampliando
o leque de possibilidades para cópias de alta qualidade, o que
sem dúvida faz muita diferença na fotografia profissional.
Estamos falando de cópias individuais, até artísticas,
diria, em que cada cópia é uma expressão individual
de um negativo também individual, o que determina uma dupla idéia
de criação, a do fotógrafo e a do laboratorista.
Mas como é feita a cópia?
Para ampliar um negativo, é preciso um aparelho que projete a imagem
de um tamanho determinado, controlável, para que se tenha um controle
sobre o tamanho da ampliação. Esse aparelho é o AMPLIADOR.
O
Ampliador
O
ampliador é uma máquina projetora dotada de lâmpada,
difusor e lente, preso por uma base em uma coluna ou eixo, e que desliza
sobre este eixo verticalmente, para escolha do tamanho da ampliação.
Quanto mais alto estiver o ampliador da base, maior será a ampliação.
Se for necessário fazer ampliações ainda maiores,
alguns possuem a cabeça giratória, e que permite a projeção
numa parede, aumentando assim o tamanho da ampliação. É
preciso também um controlador de tempo, um temporizador, para que
seja regulado o tempo de exposição adequado no papel.
|
Existem
vários tipos de ampliadores. Ampliadores para cópias
coloridas possuem um jogo de filtros para balancear as cores no
papel, recurso que ampliadores para preto-e-branco não dispõe.
Os ampliadores possuem todos um difusor para que a lente não
projete a imagem da própria lâmpada, e este difusor
pode ser simplesmente um acrílico translúcido leitoso,
ou qualquer material difusor de boa qualidade, ou ainda um condensador,
que é uma grande lente capaz de convergir os raios da lâmpada
uniformemente para o negativo, e assim projetar a imagem pela lente
de maneira uniforme.
Os ampliadores de difusor em geral fornecem cópias menos
contrastadas que os de condensador.
|
 |
Mas
a qualidade do ampliador pode ser medida da seguinte forma:
|
|
- A
estabilidade da cabeça no eixo, mantendo o tamanho da imagem
e o foco sempre precisos (os ampliadores mais velhos ou de má
qualidade costumam deixar cair a cabeça ou sair de foco com
o tempo);
- A qualidade do difusor ou do condensador, que distribui a luz
uniformemente pelo negativo, sem deixar manchas pela incidência
maior de luz em alguns pontos;
- A qualidade da lente, uma das partes mais caras de um ampliador.
Ela não pode ter distorções, principalmente
nas bordas. Em geral, procura-se trabalhar com lentes de distância
focal longa (normais ou tele) para deixar a projeção
mais uniforme possível.
Há
diversos ampliadores no mercado, de diferentes preços e qualidades.
Os ampliadores nacionais são de longe os piores, e se houver
interesse em comprar algum, minha sugestão recai sobre os
Meopta (de fabricação eslava), que é de boa
qualidade e não é muito caro. Mas em se tratando de
qualidade, os melhores são de longe os italianos Durst.
|
|
Esquema
de um ampliador, apontando sua fonte luminosa, difusor, focalizador,
objetiva e filtro de segurança.
|
|
Realizando uma ampliação
Para
realizar uma cópia, é necessário seguir as seguintes
etapas:
1) colocar o negativo na máscara adequada, do tamanho proporcional
ao formato que se quer ampliar (35mm, 6x6, 6x7, etc..).
2) Colocado o negativo com cuidado na máscara, regula-se a altura
da cabeça (o tamanho da ampliação) e o foco do negativo
em relação a esta altura.
Atenção:
se o foco for feito e depois a altura regulada, a imagem sairá
de foco! O foco sempre é feito após a regulagem do tamanho!
3)
É importante a utilização de um Marginador para produzir
cópias de qualidade. O marginador é uma base plana que permite
não apenas que a cópia saia com uma margem (importante para
o manuseio do papel), como também mantém o papel sempre
plano e evita eventuais distorções causadas por abaulamentos
nas bordas. Sem margem, a cópia pode apresentar marcas de sujeira
e impressões digitais pelo manuseio nas bordas, o que torna todo
o trabalho inútil.
Para utilizar o marginador, coloque-o sob a luz da projeção
e regule as margens de acordo com o tamanho desejado da cópia.
Se for menor que o corte original do papel, este deve ser cortado na proporção
correta.
4) Após posicionar o marginador, verifique a projeção
do negativo. Se a imagem estiver muito escura, abra o diafragma da lente
até o máximo. Se ainda assim não for possível
ver corretamente o foco, é porque o negativo está muito
denso, superexposto. Ou, no oposto, um negativo sub-exposto, de pouca
densidade, também dificulta a focalização, porque
neste caso é preciso fechar o diafragma para não queimar
o papel totalmente, e em ambos os casos (negativos super ou sub-expostos),
o foco deverá ser feito com um focômetro (acessório
para focalização fina da projeção) ou na base
empírica da tentativa-e-erro.
Detalhe:
a focalização da imagem projetada não implica em
corrigir um negativo fora de foco!
5)
Se a imagem estiver bem clara, e após ter sido regulado o tamanho
da ampliação e o foco (ou seja, a imagem está nítida
em negativo), é hora de fazer os testes para saber o tempo de exposição
adequado ao papel. Feche o diafragma da lente até um ponto intermediário
(f/8 ou f/11, normalmente) e comece os testes.
Apesar
do papel ter sensibilidade, não faz sentido utilizar um fotômetro
neste caso, primeiro porque a cópia é uma segunda interpretação
da luz, uma interpretação do negativo, e o fotógrafo
deve poder ver diferentes tons de cinza para compará-los e escolher
o melhor para aquela imagem. Segundo, um negativo em geral possui diversos
tons, diferentes tonalidades de cinza, dependendo do contraste da foto.
Então, cada parte do negativo dará uma leitura diferente
no fotômetro, o que seria no mínimo contraproducente, dado
o número imenso de opções para a cópia.
Somente
no caso da ampliação automática colorida, que é
de uso corrente pela maioria dos fotógrafos amadores, é
possível uma leitura geral do negativo para que a máquina
automática gere cópias rápidas. Mas em se tratando
de cópias, mesmo coloridas, profissionais, muitas vezes é
preciso fazer a ampliação manual, porque o fotômetro
da máquina também pode ser enganado pela densidade de certas
partes do do negativo.
O teste para saber o tempo correto é feito da seguinte maneira:
corta-se algumas tiras de papel fotográfico pequenas, e cada tira
dessa servirá para um teste.
Testes de cópia
Há dois métodos para fazer isso. O primeiro é mais
rápido e econômico, mas por vezes nos dá leituras
equivocadas sobre a melhor exposição. Este método
consiste em fazer várias exposições numa mesma tira.
O segundo é um método mais dispendioso, mas que permite
um resultado muito mais apurado e preciso para determinar a exposição
correta, já que é utilizada uma tira por exposição.
No método rápido, numa mesma tira é feita uma série
de exposições, com o auxílio de uma folha opaca,
de cartolina preta ou papelão. Programa-se o tempo de exposição
em 1 segundo, ou 1.5 segundos, ou ainda 2 segundos, dependendo da densidade
do negativo. Assim, cobre-se toda a tira com a cartolina, e a cada disparo
do temporizador (que dará a exposição no tempo programado),
recua-se a folha de cartolina, deixando o papel fotográfico cada
vez mais aberto. Quando se tiver queimado todo o papel neste método,
processa-se o papel, que apresentará diferentes densidades em cada
tempo. Basta então escolher o melhor tempo e fazer a cópia
num papel inteiro (ou no tamanho escolhido), utilizando este mesmo tempo.
Nota:
se houver modificação de qualquer natureza, como tamanho
da cópia, diafragma, ou até uso de outro temporizador, a
cópia sairá diferente do teste. Se houver qualquer mudança,
é preciso fazer um novo teste.
As
desvantagens deste método consistem em não poder ver uma
boa amostra do contraste do negativo com um mesmo tempo, o que provoca,
em muitos casos, uma leitura errada da melhor exposição.
Por exemplo, uma pessoa encostada numa parede. Se escolho o melhor cinza
e ele é o da parede, quando faço a cópia, a parede
aparece no belo cinza que escolhi, mas o assunto principal, que está
iluminado de outra maneira, não.
Outra desvantagem é que a lei de reciprocidade é válida
também aqui, e quanto mais dobro o meu tempo de exposição,
a quantidade de luz que incide também dobra, na mesma razão.
Ou seja, de 2 para 4 segundos, é o dobro de luz, mas de 4 para
6 não é; assim como de 10 para 12, que é pouco além
de 10% de luz a mais. Assim, se escolho a razão 2 segundos para
fazer minha cópia, quando avanço no tempo para além
de 8 segundos, as diferenças já são tão sutis
que não me adiantam quase de nada.
Apesar disso, é um método econômico e rápido,
principalmente se estou trabalhando com um negativo pouco denso e o diafragma
aberto, o que me dará tempos curtos de exposição.
Já o método correto tem essa distinção porque
é feito para obter não cópias rápidas, mas
cópias boas. Neste método, é preciso uma tira para
cada tempo, mas não é preciso se alarmar, umas 3 ou 4 tiras
muitas vezes já são suficientes, porque é possível,
neste caso, programar tempos específicos, e trabalhar diretamente
com dobros ou meios pontos de exposição. Assim, se uma tira
coloco 8 segundos, a outra posso colocar 11 (meio stop) ou 16 (1 stop,
o dobro de luz em relação a 8 segundos). A diferença
é mais significativa e o resultado mais preciso. Além do
mais, tendo uma tira com um bom pedaço do negativo, incluindo diversos
tons de cinzas, a maior gama de contraste que a tira registra permite
uma escolha muito mais correta, pois já leva em conta todos os
contrastes da imagem.
Nota:
para esse método é sempre bom trabalhar com o diafragma
da lente mais fechado, para se poder trabalhar com tempos maiores de exposição.
Neste caso, faça o foco com o diafragma aberto e depois feche-o,
lembrando de contar em quantos pontos ele foi fechado, para facilitar
o processo.
|
|
|
Exemplo
de teste. O primeiro pedaço de papel foi exposto ("queimado")
por 32 segundos, o segundo por 22, o terceiro por 16 e o quarto
por 11 segundos. Seguindo essa razão, tenho que cada teste
tem 1/2 stop de diferença
|
Após
a determinação do tempo, basta colocar a folha de papel
(nunca se esqueça de desligar a luz de projeção quando
for colocar o papel definitivo!) do tamanho desejado sob o marginador
e programar o tempo escolhido. Feita a exposição do papel,
basta processá-lo.
Processamento
do Papel fotográfico
Sendo
um filme, o papel fotográfico também necessita de um processamento
para que a imagem latente se torne visível. Este processamento
é muito semelhante ao do negativo, em se tratando de papéis
fotográficos preto-e-branco. Uma vez exposto o papel, as etapas
se dividem, analogamente, em:
1-
Revelação
2- Interrupção
3- Fixação
4- Lavagem
As
diferenças entre estas etapas no processamento do papel fotográfico
em relação ao negativo são as seguintes:
a) O papel fotográfico não é sensível a alguns
comprimentos de onda de vermelho (porque o negativo já sensibilizou
este espectro e traduziu-os em tonalidades de cinza), razão pela
qual é possível manipular o papel com luz vermelha de segurança.
b) O papel não precisa de uma tabela de tempo e temperatura para
ser revelado. Independente do tipo de papel, a determinação
do tempo é dada pelo fabricante do revelador, sendo sempre a mesma
para todos os papéis. No caso específico da química
utilizada na FAAP, o tempo no revelador é de 1 minuto e meio, e
fixador, 3 minutos. Já no interruptor, sempre o tempo será
30 segundos, e lavagem, de 5 a 10 minutos dependendo do tamanho da cópia.
c) A fotometragem do papel é feita a partir de testes com pequenas
tiras de papel, que permitem visualizar as diferenças de tons num
trecho relevante de imagem.
Um
mesmo negativo pode, portanto, apresentar diferentes resultados segundo
o tempo de exposição da cópia, e o fator que determina
qual será o melhor tempo é subjetivo, pois depende da intenção.
Mas vale, para todos os casos, a busca de um equilíbrio harmônico
entre os diversos tons de cinza.
Exemplo:
|
|
|
|
Ambas
ampliações foram feitas a partir do mesmo original,
mas a da direita recebeu menos luz, tornando-se mais clara.
Lembrar que na cópia de um negativo, o papel reage da mesma
forma que o filme, já que também é negativo,
ou seja, quanto mais luz, mais escuro fica.
|
Para um bom processamento da cópia em papel, deve-se seguir as
seguintes recomendações:
1)
Manuseie sempre o papel com as mãos secas e limpas. Quando elas
estão molhadas com água ou outra química, manchas
surgirão na cópia.
2) Faça margens no papel para facilitar o manuseio, pois sem margens
as bordas do papel sempre ficam com marcas de dedos, comprometendo a foto.
3) Todo o processamento deve ser feito agitando-se o papel dentro das
bacias, pois quando os papéis ficam parados (principalmente no
revelador), manchas aparecem estragando irremediavelmente a cópia.
4) Ao agitar o papel ou os químicos à volta dele, não
passe as pinças pela parte sensível do papel (a emulsão,
onde está a imagem), pois a pinça risca a emulsão.
5) Jamais mistures as pinças, utilize cada uma na sua bacia. Se
ocorrer de colocar uma pinça na bacia errada, lave-a antes de voltá-la
ao seu lugar.
6) Evite ao máximo acender a luz do ampliador sem lente, pois a
luz que vaza do ampliador pode velar ou manchar cópias de outras
pessoas próximas.
7) Sempre faça um contato dos negativos e escolha qual foto irá
ampliar antes de entrar no laboratório.
Bom
trabalho!
*
Filipe Salles é fotógrafo e cineasta e músico; mestre
em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e leciona
Fotografia na FAAP, PUC/SP e USJT.
Apostila
de Fotografia - Capítulo 6 - Ampliação
Escrita por: Prof. Filipe Salles
Colaboração: Rodrigo Whitaker
Diagramação: Laura Del Rey
Copyright© Filipe Salles
2004
|