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Curso de Fotografia |
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A título de comparação, a íris do olho humano funciona como o dispositivo de diafragma da câmera, controlando a quantidade de luz. O cristalino do nosso olho tem seu paralelo na lente da câmera, pois ambos vão tornar as imagens nítidas. A diferença é que o cristalino, para focalizar as imagens, muda de forma, ao passo que numa câmara, a lente é dotada de um movimento para frente e para trás para cumprir a mesma função, com exceção das câmaras chamadas de "foco fixo", que são projetadas para dar foco a partir de uma distância mínima (geralmente em torno de 1,5m em diante). A retina corresponde à parte de trás da câmara fotográfica, onde colocamos a emulsão sensível à luz e sobre a qual se formará a imagem.
Simples
- São câmeras compactas em que todos os ajustes de foco e exposição
têm pouca ou nenhuma opção de mudança; em geral já vêm
de fábrica com a lente embutida e todos os mecanismos automáticos,
inclusive (nas mais sofisticadas) flash. Por vezes o visor de enquadramento
é separado da lente, o chamado visor direto, implicando num
problema de paralaxe quando o assunto está muito próximo, ou seja,
dependendo da distância entre a câmera e o assunto principal, corremos
o risco de cortar partes deste assunto ou enquadrá-lo mal. Não permitem
ajustes manuais de exposição, e, mesmo os automáticos, em geral não
tem muita flexibilidade. Entretanto, se a objetiva for de boa qualidade,
dentro dos limites da câmera, esta é capaz de produzir boas imagens.
Profissionais - São câmeras de grande porte, pesadas e para uso em estúdio, que
trabalham com formatos maiores que 35mm, os chamados médios formatos
(filmes 120) ou grandes formatos, os filmes em chapa (4x5",
5x7" 8x10", etc.). Possuem altíssima precisão óptica e,
no caso das câmaras de fole, permitem distorção de perspectiva, colocação
de qualquer tipo de lente ou objetiva e tem
seus ajustes todos manuais, dando ao fotógrafo liberdade total de
criação. Sua única limitação é o tamanho, que dificulta ou mesmo impede
totalmente o controle rápido de suas funções, não podendo ser utilizada
para fotografias instantâneas, como no fotojornalismo.
Existe uma infinidade de corpos passíveis de receber
a emulsão e a objetiva, a fim de formar e registrar uma imagem. Mas
todos eles possuem características comuns, que engendram os mecanismos
que permitem o controle de suas funções. Assim, é no corpo que se
instalam a objetiva e a emulsão, controlando a relação entre eles
pelo dispositivo obturador, em geral disposto no corpo. Sistemas de Enquadramento: Câmeras SLR, TLR e Visor direto As câmaras semi-profissionais e profissionais de médio formato são chamadas SLR, ou Single lens Reflex, ou simplesmente, Reflex. Nestas câmaras a imagem do visor é exatamente igual à imagem da lente, pois a imagem do assunto é captada pela lente, que a projeta num vidro despolido através de um espelho. O que se vê é a imagem que se formará no filme, o que traz uma série de vantagens, como facilidade na focalização, composição, medição de luz, etc. não havendo problema de paralaxe. No caso das câmaras de fole, embora a visão do enquadramento também seja idêntica à capturada pelo filme, não se pode chamá-las ´reflex´ porque não possuem espelho, e sim um vidro despolido que forma a imagem diretamente da objetiva. Assim, quando se coloca o chassi com o filme, perde-se a visão do enquadramento.
O último tipo, as câmeras de visor direto, é aquela cujo visor não tem relação nenhuma com a lente, geralmente encontrado na grande maioria das câmeras simples, as amadoras. Neste caso, há, conforme já explicado, o problema do Paralaxe, ou seja, o assunto enquadrado não é exatamente o fotografado. Como a maioria dessas câmeras não faz foco a curtas distâncias, esse desvio não chega a ser comprometedor, mas para uma foto que exija precisão de enquadramento, ela apresenta limitações.
2) A Objetiva
Primeiramente, cabe uma distinção técnica de grande utilidade: Chamamos de LENTE a um vidro polido com características específicas capazes de, ao transmitir os raios de luz que por ele passam, formar uma imagem qualquer sob determinadas condições. As lentes mais comuns são as Convexas e as Côncavas.
2.1. Distância focal Todas
as lentes e objetivas têm distância focal, que é definida como: Numa lente simples, mede-se a distância focal a partir do centro da lente. Numa objetiva, a medição leva em conta fatores mais complexos, embora o princípio seja o mesmo.
Por exemplo, se temos uma objetiva cuja distância focal é admitida pelo fabricante como 50mm, dependendo da diagonal do fotograma, ou seja, o formato do negativo, é que saberemos se ela é grande angular, normal ou tele. No formato mais comum, que é o de 35mm (tomar cuidado com a medida em mm, que pode tanto se referir à distância focal como ao formato do negativo), a diagonal tem uma medida de 43 milímetros. Portanto, uma lente normal para o formato 35 mm seria a de 43 mm, mas todas as fábricas têm tendência a adotar a lente de 50 mm como normal para esse formato, que acabou sendo consagrada pelo uso. Já com formato 6x6 cm, a lente normal é de 75 ou 80 mm, pois a diagonal deste é maior e, portanto, a mesma lente 50mm neste formato seria uma grande-angular. Podemos ver, pelo gráfico abaixo, que diversos formatos apresentam diferentes diagonais.
Considerando-se, portanto, um determinado formato, as objetivas com distâncias focais MAIORES que a normal são consideradas teleobjetivas ou telefotos, e as MENORES que a normal são chamadas grande-angulares. Quanto mais teleobjetiva, mais reduzido o campo abrangido, e quanto mais grande-angulares, mais amplo o campo. Vemos,
portanto, que a distância focal determina o ângulo de abrangência
de todas as objetivas, justamente porque este ângulo varia conforme
a área de projeção da imagem formada. Em outras palavras, objetivas
de distância focal longa (maior que a normal, as teleobjetivas) ampliam
a projeção da imagem, mas a área de captação, que é o fotograma, continua
do mesmo tamanho, dando a impressão de uma aproximação. Do outro lado,
objetivas de distância focal curta (menor que a normal, as grande-angulares),
projetam imagens de menor proporção, por estarem mais próximas do
plano em que a imagem irá se formar, dando a impressão que afastam
o assunto. Mas em termos técnicos, o que a objetiva está fazendo é
AMPLIANDO ou REDUZINDO a projeção da imagem. Temos, portanto, a seguinte subdivisão:
A) Objetiva normal
Este tipo inclui mais da cena do que uma normal. Isto a faz útil para fotografias de panoramas e interiores. As grande-angulares mais populares para máquinas 35 mm são as de 28 e 35 mm de distância focal. Grande-angulares com distâncias focais mais curtas, como 18, 20, 21 ou 24mm (sempre para máquinas de filme no formato 135 ou 35mm) exigem maiores cuidados, pois leves desnivelamentos da câmara provocam efeitos desproporcionados de perspectiva. As objetivas chamadas "olho-de-peixe" na verdade são grande-angulares ao extremo (11mm, 15mm). Existem as que cobrem todo o negativo, isto é, sua imagem toma todo o fotograma, e outras que fornecem uma imagem circular do assunto, bem no centro do negativos. São objetivas que, pela sua natureza, pouco se usa, pois, além de muito caras, dão sempre o mesmo tipo de imagem distorcida. Geralmente vêm com filtros embutidos no próprio corpo. São usadas para efeitos dramáticos e criativos. Essas lentes enquadram um campo mais estreito que uma lente normal. Em geral, ampliam de 2 a 4 vezes o assunto com relação à lente normal. Por causa desta propriedade, essas lentes são usadas para fotografar assuntos de aproximação difícil. Objetivas telefoto de 85 a 135 mm são muito usadas para retratos, pela perspectiva agradável do rosto que conseguem, e, se usadas com aberturas grandes, em volta de f/4, desfocam o fundo, dando realce à pessoa.
A) Objetivas ZOOM As objetivas zoom nada mais são que objetivas cuja distância focal
é variável, e trazem sempre gravadas as distâncias focais mínima e
máxima para cada modelo. Assim, por exemplo, podemos ter 70-210mm,
28-90mm, e assim por diante. Algumas Zoom de última
geração podem ser focalizadas a curtas distâncias, possibilitando
tomadas de objetos pequenos; é a chamada posição macro, na qual pode-se
chegar bem perto do assunto sem auxílio de acessórios. Devido à versatilidade
e conveniência, as objetivas zoom são talvez as mais populares de todas.
Como uma zoom tem uma distância focal variável
de maneira contínua, ela pode substituir todas as lentes fixas compreendidas
dentro de suas distâncias focais máxima e mínima.
O anel de foco das objetivas permite que haja seleção da área de nitidez, que implica também nas condições de profundidade de campo (ver adiante), e que podem variar a área de nitidez para além do foco escolhido. As objetivas de câmeras semi-profissionais em geral vêm com anel de foco com marcação de distância em pés e metros, em que se pode verificar a distância entre o assunto e a câmera. Mas as câmeras simples não possuem essa qualidade, sendo assim classificadas:
As câmaras mais modernas têm dispositivo para focalização automática, que consiste num micro motor a bateria que
faz girar o anel de foco de acordo com a distância do assunto,
a qual é calculada por um sensor infravermelho. Esse tipo de dispositivo
traz vantagens no que diz respeito à velocidade de focalização em
situações como as típicas do fotojornalismo,
em que muitas vezes o fotógrafo não tem tempo de focalizar com segurança
um assunto. Entretanto, pode trazer desvantagens na fotografia estética,
já que a leitura do sensor de foco nem sempre será feita no assunto
de maior interesse do fotógrafo, como por exemplo, um segundo plano.
Focalização correta é um fator determinante para se obter nitidez
de imagem.
Câmeras semi-profissionais de mesma marca permitem a troca de objetivas fabricadas especificamente para elas, não podendo ser trocadas por objetivas de outras marcas. Isso se dá por causa dos sistema de encaixe, que por razões comerciais, é feito especificamente para cada marca e não com um encaixe universal. Existem adaptadores, mas muitas vezes implicam em mudanças mínimas de distância focal, e por isso a marcação de foco não condiz mais com a distância real entre o assunto e a câmera. As câmeras simples não possuem essa característica e as câmeras profissionais já permitem uso de qualquer marca de lente.
Chamam-se complementos óticos aqueles que adicionamos às objetivas, com o fito de adaptá-las a outras necessidades, diferentes daquelas para que foram desenhadas originalmente. Estudaremos alguns: A) Multiplicadores de distância focal São os chamados tele-conversores (em inglês tele-converters), vendidos separadamente; devem ser colocados entre o corpo da câmara e a objetiva, embora existam modelos que se coloquem na frente desta. Eles duplicam ou triplicam a distância focal de qualquer objetiva. Assim, se temos uma lente de 50mm de distância focal, ela se tornará equivalente a uma tele de 100 ou 150mm, conforme adicionemos a ela um multiplicador de duas ou três vezes. Isto se dá às custas de dois fatores: 1) Perda de luminosidade da objetiva - Geralmente esta perda está na razão direta do quanto se multiplica. Por exemplo, com um multiplicador de duas vezes, uma objetiva com abertura máxima de f/1.4 terá sua luminosidade reduzida de dois pontos de diafragma, quer dizer, ficará f/2.8, assim acontecendo com todas as outras aberturas.
2)
Perda de qualidade ótica - Sempre
haverá um sacrifício da qualidade ótica, pois qualquer acessório ótico
implica numa modificação no desenho original da lente. Para reduzir
ao máximo tal perda, procure adquirir acessórios do fabricante da
própria objetiva.
O dispositivo duplo obturador / diafragma permite controlar a quantidade e o tempo de exposição à luz. O obturador é o responsável pelo tempo de exposição, e é geralmente controlado no corpo da câmera. O diafragma é o responsável pela quantidade de luz, e é geralmente controlado na objetiva.
Entende-se por abertura o diâmetro útil da lente. É pela abertura que vai entrar a luz que impressionará o filme. Através dela podemos dizer se uma objetiva é mais ou menos luminosa que outra. Para se achar o valor da luminosidade de uma objetiva, basta dividirmos a distância focal pelo diâmetro desta, e assim obteremos o valor da abertura máxima. Por exemplo, uma lente com distância focal de 100 mm e diâmetro de 50 mm tem uma luminosidade igual a 2, pois 100 : 50 = 2. Costuma-se escrever a luminosidade de uma lente com o sinal "f/" ou "1:" antes do número. Portanto, no exemplo acima, temos uma lente 100 mm f/2 ou 100 mm 1:2. Para designar quaisquer números de diafragma, também se utiliza a indicação f/ com o número a seguir. A
grande maioria das lentes traz gravada, além da distância focal, sua
luminosidade máxima na parte frontal. A abertura máxima de uma lente
indica o quão luminosa ela é, ou seja, o quanto de luz ela consegue
captar. Quanto maior é a abertura máxima, isto é, quanto menor é o
valor numérico do número-f, mais luminosa ela é, mais apta
está para trabalhar em condições de pouca luz. Uma lente diafragmada
em f/1.4 admite oito vezes mais luz que em f/4 e pode facilmente ser usada com um mínimo de luz.
O diafragma, portanto, permite dosar a quantidade de luz que o filme recebe. Outra finalidade desse mecanismo, também muito importante, é o controle da profundidade de campo, assunto do qual falaremos mais tarde. A seqüência normal de números-f que encontramos nas lentes modernas é assim escrita, indo progressivamente do mais aberto ao mais fechado: ... -1 - 1.4 - 2 - 2.8 - 4 - 5.6 - 8 - 11 - 16 - 22 - 32 - 45 - 64 - 90 etc... Importante saber que esses valores de diafragmas estabelecem uma relação de dobro ou metade da quantidade de luz, conforme o abrimos ou fechamos, considerando valores vizinhos, qualquer que seja o número-f escolhido.
Esses números são diafragmas que correspondem a 1/3 e 2/3 de luz em relação ao seu predecessor ou sucessor. Assim, se mudarmos de f/5.6 para f/8, estamos cortando metade da luz, mas há entre ambos os números-f/6.3 e f/7. O ajuste do mecanismo de diafragma nestes valores implica em diminuir respectivamente 1/3 e 2/3 da luz que entraria em f/5.6. A tábua completa dos diafragmas, incluindo os terços, é: 1 - 1.1 - 1.3 - 1.4 - 1.6 - 1.8 - 2 - 2.2 - 2.5 - 2.8 - 3.2 - 3.6 - 4 - 4.5 - 5 - 5.6 - 6.3 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12.7 - 14.3 - 16 - 18 - 20 - 22 - 25 - 28 - 32 - 36 - 40 - 45 - etc...
Há autores que estabelecem, para facilidade de raciocínio, a nomenclatura baseada nos valores padrões, acrescidos dos terços, ou seja, ao invés de 6.3, dir-se-ia 5.6 mais 1/3. Ou, ao invés de 14.3, poder-se-ia dizer 16 menos 1/3, ou ainda 11 e 2/3. Há também quem aproxime os valores, no caso de certas lentes cuja escala entre os números é muito próxima, em meios pontos. Assim, um diafragma poderia ser dito 5.6 e meio, já que de 1/3 para meio, a correção é irrelevante.
Nem todas as câmaras possuem esta gama de velocidades; além disso, os números seguidos da letra "s" significam segundos inteiros. Assim, 2s significa dois segundos, e daí por diante. Algumas câmaras, em vez de colocarem a letra "s", escrevem tais números com cores diferentes para não confundi-los com as frações. Tal como no mecanismo do diafragma, os números são organizados de maneira que passando-se de um número qualquer da escala para outro imediatamente superior estaremos reduzindo o tempo de exposição pela metade, e, procedendo inversamente, estaremos dobrando. Assim, ao passar de 1/30 para 1/60, cortamos metade da luz que antes incidia, e invertendo, dobramos a quantidade de luz. A velocidade do obturador é utilizada sempre em conjunto com o diafragma. Se quisermos congelar uma imagem em movimento, a tendência será utilizarmos uma velocidade alta, acima de 1/250.
Em câmeras eletrônicas, encontra-se ainda velocidades intermediárias, ou seja, que representam metade dos valores de luz entre um ponto de obturador para outro, como no caso dos diafragmas, mas aqui representados por meios e não terços. Assim, ao invés da razão 1/30 - 1/60 - 1/125, por exemplo, encontramos entre eles, 1/45 e 1/90.
III - Profundidade de Campo Este é um assunto da mais alta importância na arte fotográfica. Considerando um determinado enquadramento feito pela objetiva da câmara, como por exemplo uma paisagem, a imagem formada dentro da câmara tem necessariamente uma área de nitidez, ou seja, uma área em que determinados elementos estão perfeitamente focados. Ora, essa área é variável, podendo estar nítido apenas um elemento, ou dois, ou ainda toda a paisagem. Quando toda a paisagem está em foco, dizemos que se trata de uma grande profundidade de campo, e quando apenas alguns elementos selecionados estão em foco, dizemos que a imagem tem pouca profundidade de campo. Então, a profundidade de campo regula a área de nitidez de uma imagem fotográfica, podendo ser assim definida: A área entre dois planos determinados que aparecem nítidos
é chamada Dissemos
que numa paisagem, podemos escolher entre deixar todos os elementos
em foco (nítidos) ou selecionar alguns. Como isso pode ser controlado?
É que a profundidade de campo é determinada por dois fatores básicos,
que são: O
segundo fator, tamanho da imagem formada, está diretamente relacionado
com dois outros fatores, que são: Assim,
temos que, selecionando o diafragma, a objetiva e a distância entre
a câmara e o assunto, podemos controlar a profundidade de campo. A
razão dentro de cada um desses fatores é a seguinte: A
ilustração nos dá alguns exemplos de profundidade de campo:
A
razão pela qual uma pequena abertura implica em grande profundidade
de campo está nos chamados "Círculos de Confusão", que são
os minúsculos raios de luz que passam pelas lentes da objetiva e formam
uma imagem no fundo da câmara. Se o tamanho dos círculos for pequeno,
será grande a profundidade de campo, e vice-versa. O tamanho destes
círculos é determinado pela abertura do diafragma, já que os raios
de luz são condicionados a passar pelo centro da lente, concentrando-os.
A profundidade de campo também tem implicações estéticas, ou seja,
a escolha de maior ou menor área de nitidez numa foto pode ser muito
relevante para um determinado assunto.
IV) Distância Hiperfocal Se temos um assunto focalizado a grande distância, podemos ganhar
profundidade de campo utilizando a distância Hiperfocal de uma lente.
Consiste numa relação de profundidade cuja referência é o foco no infinito.
Desta maneira, se o assunto está pouco antes do infinito, podemos mover
o foco final deste para o limite do assunto, ganhando maior profundidade
antes do assunto, ou vice-versa, estender o foco tendo como limite o
assunto e indo até o infinito. Como exemplo, imagine uma lente 50mm
com foco a dez metros e diafragma f/22. Como
a profundidade natural desta abertura é grande, temos também, em conseqüência,
maior mobilidade da hiperfocal. Se quisermos, ao invés de ter foco na
região completa da profundidade, selecionar o foco para que este não
acabe no infinito, podemos consultar uma tabela da hiperfocal no diafragma
e na distância focal vigentes e focalizar a objetiva muito antes de
dez metros, até que o infinito saia de foco,
mas o assunto não.
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Apostila
de Fotografia - Capítulo 2 - A Câmera Fotográfica
Escrita por: Prof. Filipe Salles Colaboração: Rodrigo Whitaker Diagramação: Laura Del Rey Copyright© Filipe Salles 2004 |
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