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Programa Talent Campus do Festival de Berlim

A Abordagem emocional no aprendizado cinematográfico
O programa Talent Campus, criado em 2003 como um evento paralelo do Festival de Berlim, teve entre seus principais objetivos responder a algumas perguntas: Como um diretor trabalha a emoção para realizar seus filmes?

 

Como um fotógrafo desenvolve simpatia por um herói? Como um compositor tem sucesso em levar os espectadores às lágrimas e  como um editor consegue criar um sentimento forte de suspense num thriller? E ainda, o que os produtores precisam saber quando precisam vender os filmes para a tela grande?

Além disso, ao longo de sua existência, o programa tem procurado enfatizar que a arte do cinema é transformar a tela num retângulo de histórias, espaços, perspectivas, luz, música e cortes visuais que incitem respostas emocionais e cativem as audiências.

Buscando acentuar esses objetivos o tema da  58ª edição da Berlinale será “Selecionando emoções – o recurso mais apurado do Cinema”.

O programa, desenvolvido durante o festival, com duração de seis dias vai explorar cinco pontos  importantes na realização dos filmes: filosofia, pré-produção, produção, pós-produção e promoção.

A iniciativa é uma aposta em jovens diretores de todo o mundo – que tem incluído países como El Salvador, Bangladesh, Jordânia, Etiópia e Panamá – oferecendo-lhes a oportunidade de aprender a arte de fazer filmes com os mais experientes profissionais.

Desde sua criação,  nomes consagrados já integraram o programa, como Stephen Frears, Dennis Hopper e Walter Salles – que juntamente com a figurinista Emi Wada e o diretor de arte Dante Ferreti – foram instrutores na edição de 2005.  

Segundo Salles, o Talent Campus tem uma extraordinária importância e é uma oportunidade única para os coordenadores  trabalharem com jovens atores. “É um programa de colaboração mundial – principalmente de cineastas mais experientes para aspirantes ao cinema – e um dos seus aspectos mais importantes é o fato de ser um lugar onde há espaço para a pluralidade de opiniões. O espírito da iniciativa é o respeito a essa pluralidade e a abertura para a possibilidade de coexistirem diferentes pontos de vista sobre os mais diversificados temas”, diz Salles sobre o evento.

O programa já rendeu até  um prêmio para o Brasil. Em 2006, a diretora Anna Azevedo ganhou o Berlin Today Award com o seu Berlinball, realizado durante a oficina Talent Campus, cuja temática naquele ano se dirigiu para filmes que retratavam a capital alemã na atualidade.

O filme de Anna, realizado em parceria com o fotógrafo Walter Carvalho, é um curta sobre o craque paraibano Marcelinho Paraíba, astro do clube alemão Hertha Berlin. Berlinball – que procura mostrar uma Berlim idealizada na cabeça dos meninos brasileiro competiu com a animação If You Need Me, dirigida por  dois diretores – Darija Andovska, da Macedônia e Miaden Djukic, da Bósnia Herzegovina – e a ficção, Under these Wings, de Harrie Verbeek, da Holanda.

Outro ponto alto do Talent Campus é que, durante seu desenvolvimento, os participantes entram em contato com questões essenciais da realização de filmes, tais como idéias, estilo, novos mercados e últimos recursos tecnológicos.  Além disso, têm a oportunidade de se conhecerem e interagirem com realizadores de todas as partes do mundo.