Petrobras e Santander Banespa apresentam
Uma produção
DRAMA FILMES e MG RICCA
Co-Produção
LUMIERE
ESTÙDIOS MEGA
MEGACOLOR
LOCALL
CRIME DELICADO
Com
MARCO RICCA
LILIAN TAUBLIB
FELIPE EHRENBERG
MARIA MANOELA
Dirigido por
BETO BRANT
Produzido por
BIANCA VILLAR
RENATO CIASCA
MARCO RICCA
Roteiro
MARÇAL AQUINO, MARCO RICCA, BETO BRANT,
MAURÍCIO PARONI DE CASTRO e LUIS F. CARVALHO FILHO
Adaptado do livro “UM CRIME DELICADO” DE SÉRGIO SANT’ANNA
(Companhia das Letras)
Produção
Executiva BIANCA VILLAR e RENATO CIASCA
Direção
de Fotografia e Câmera WALTER CARVALHO
Direção
de Arte MARCOS PEDROSO
Montagem WILLEM
DIAS
Direção
de Produção ANDRÉ MONTENEGRO
Produção
de Arte / Produção Comercial GIULIANO RICCA
Figurino JOANA PORTO
Maquiagem DENISE
BORRO
Produção
de Elenco DEBORAH CARVALHO
Preparação
de Lilian Taublib MAURÍCIO PARONI DE CASTRO
Som Direto LOUIS
ROBIN
Desenho de Som BETO
FERRAZ
Pós-produção
ELIANE FERREIRA
Elenco:
MARCO RICCA (Antônio)
LILIAN TAUBLIB (Inês)
FELIPE EHRENBERG (Jose Torres Campana)
MARIA MANOELLA (Maria Luiza)
Participações
Especiais
ZECARLOS MACHADO
MATHEUS NACHTERGAELE
MARCÉLIA CARTAXO
LOURDES HERNÁNDEZ-FUENTES
MARIO SCHONENBERG
DENISE WEINBERG
NELSON PEREZ
ALBERTO GUZIK
ADRIANO STUART
TÁCITO ROCHA
CLÁUDIO ASSIS
SUZAN DAMASCENO
RENATA BASTOS
KELLY MCQUEEN
XICO SÁ
ZIZA BRISOLA
ELISA BAND
CÁSSIO SANTIAGO
FERNANDA MOURA
DIEGO RUIZ
PAULO MORENO
ROBERTA YOUSSEF
TIBÉRIO SCARDUA
CRIS PERÓN
Obras de Felipe
Ehrenberg especialmente criadas para o filme.
Trecho do poema declamado por Inês:
“Y Lucientes"
de Margarita Martínez Duarte
Espetáculos Teatrais
CONFRARIA LIBERTINA
Direção e cenografia: Maurício Paroni de Castro
Dramaturgia, sobre textos anônimos: do diretor (colaborou Renato
Rosati)
Diretor assistente: Mateus Parizi.
Figurinos: Adriana Vaz.
Workshop BDSM: Bela e Club Dominna
Produção: ATELIER DE MANUFACTURA SUSPEITA
WOYZECK, O BRASILEIRO
Autor : Georg Büchner
Adaptação : Fernando Bonassi
Direção: Cibele Forjaz
Figurino: Kika Lopes
LEONOR DE MENDONCA
Autor: Gonçalves Dias
Direção: Maurício Paroni de Castro
Artistas Plásticos
– Exposição “Corpos Divergentes”
Paulo ito
Emerson Pingarilho
Marcelo Nunes
Sergio Gag
Christiana Moraes
Túlio Tavares
Sergio Lucena
Música
Andante do Trio Op 100, Franz Schubert
Produção: Caco Faria e Álvaro Fernando
Músicos: Iberê de Siqueira – Cello
Ricardo Takashi – Violino
Maria Cecília Moita – Piano
Técnicos: Beto Dog Face e Phelipe Fargnoli
Coordenação: Alessandra Pais
Pós-Produção
de Imagem ESTÚDIOS MEGA
Laboratório
de Imagem MEGACOLOR
Copiagem CINECOLOR
DO BRASIL
Revelação
P&B LABOCINE
Estúdio de
Mixagem ESTÚDIOS MEGA
Mixagem Dolby 5.1
ARMANDO TORRES JR.
Apoio Cultural
STAYBRIDGE HOTEL
KONICA
BALLANTINES
NEXTEL
Investidores –
Lei do Audiovisual
Fomento
SANTANDER / BANESPA
C&A
BANCO IBI
VALESUL
Agenor Parente
Nelson Parente
Patrocínio
Petrobras
Governo Federal
SINOPSE
O controle é
a marca da vida de Antônio Martins (Marco Ricca). Crítico
teatral respeitado, ele conduz sua carreira com dedicação
e seriedade. Suas análises traduzem sua sólida bagagem
e evidenciam uma personalidade comandada pela razão. Nenhum detalhe
ao seu redor escapa de sua análise atenta, de seu raciocínio
agudo, não raro cínico. Tudo e todos parecem caber dentro
dos conceitos que domina. Até os relacionamentos humanos.
Um encontro fortuito
num bar apresenta Antônio a um elemento perturbador dessa ordem
em que ele se sente tão à vontade: a jovem Inês
(Lilian Taublib). Desinibida, atraente e portadora de inúmeros
aspectos inesperados, Inês não se encaixa nos esquemas
racionais de Antônio e o desestabiliza.
Inês mantém
um relacionamento ambíguo com o pintor José Torres Campana
(Felipe Ehrenberg), um homem mais velho e que exerce sobre ela um fascínio
no qual Antonio não consegue interferir. O ciúme, que
penetra pelas frestas da narrativa através de algumas encenações
teatrais, pontuando a trama, completa o cenário para que a imaginação
de Antônio se incendeie em novas possibilidades.
O crítico,
a musa e o pintor tornam-se personagens de um drama impregnado de desejo
e risco.
Sinopse curta
Crítico de teatro consagrado, Antônio Martins (Marco Ricca)
conhece uma garota, Inês (Lilian Taublib), que é a musa
de um pintor (Felipe Ehrenberg). Seu relacionamento expõe os
mecanismos do controle e da manipulação.
O DIRETOR
Beto Brant
Nascido em 1964, Beto Brant é um dos cineastas que realizaram
seus primeiros longas-metragens a partir da segunda metade da década
de 1990, período conhecido como a “retomada do cinema brasileiro”.
Em 1995, filmou Os Matadores, um drama policial rodado na fronteira
do Brasil com o Paraguai. O filme deu início à parceria
do diretor com o escritor e roteirista Marçal Aquino.
Dessa parceria surge,
em 1998, Ação Entre Amigos, que narra a história
de um grupo de ex-guerrilheiros que se reencontram 25 anos depois de
terem sido torturados pelo regime militar. Em 2001, Beto Brant realiza
seu terceiro longa, O Invasor. Baseado na novela homônima de Marçal
Aquino, o filme retrata o crime e a violência como pontos de contaminação
entre classes na sociedade urbana brasileira. Crime Delicado é
seu quarto longa.
Palavra do diretor
O batismo nos dá
a fé. O apavoramento nos dá a dúvida. A arte expressa
esse espanto. O espanto com a feiúra ou com a beleza. Antonio,
o crítico, tem vocação para discriminar o erro.
O defeito que impede a plenitude da feiúra ou a perfeição
da beleza. O que calibra seu olhar é a ética e o que dá
norte a ela é a sua história. O crítico, como o
pintor, procura sua história. Suas histórias são
o que são. Sãs ou não. Vividas ou sonhadas. Apaixonadas
ou não.
OS PRODUTORES
Marco Ricca
No projeto deste filme, o ator foi o ponto de partida. Apaixonado pelo
livro de Sérgio Sant´Anna, ele comprou os direitos de filmagem,
convocando o diretor Beto Brant (com quem trabalha pela segunda vez,
desde O Invasor) para dividir o trabalho com ele. “Ele fala a
mesma língua que eu, no sentido de tentar aprofundar as discussões
desta história. Tenho o maior respeito por ele”, relata,
a respeito de Brant. Neste envolvimento profundo para dar corpo ao filme,
Ricca acabou realizando sua primeira experiência como roteirista
e produtor de cinema, ampliando uma vivência acumulada como produtor,
diretor e/ou ator em 25 peças teatrais – caso de Hamlet,
A Gaivota, Mais Perto e Dois Perdidos numa Noite Suja (como ator) e
Senhor das Flores, Oeste e O Afogado (como diretor).
Para Ricca, a importância
do livro de Sant´Anna estava em primeiro lugar nesta discussão
de várias possibilidades da arte – envolvendo a literatura,
adaptada para o cinema numa história que fala de teatro e também
de artes plásticas. Mas, para ele, a idéia principal é
a “história de um homem inábil, que tem um referencial
intelectual forte mas é despreparado para a vida, frágil
emocionalmente” – e que é o protagonista que ele
interpreta, o crítico teatral Antônio Martins.
Como ator neste
filme, Ricca destaca que uma de suas principais preocupações
foi dar credibilidade, já que “não estava contracenando
com atores, mas com pessoas”, referindo-se aos colegas em cena,
Lilian Taublib e Felipe Ehrenberg. “Felipe é uma válvula
de tentação artística do filme. Ele entrou com
a obra dele de pintor e com sua própria persona. Ele não
é um personagem, é ele mesmo. O filme tem esse brilho,
a partir dele e da Lilian, que também está ali inteira”.
Renato Ciasca
A parceria do produtor, diretor e roteirista Renato Ciasca com o diretor
Beto Brant vem de 1982, quando se conheceram no curso de cinema da FAAP.
A partir de 1984, eles se associaram em diversos projetos artísticos,
o primeiro deles o curta de formatura, Aurora. Realizado por Ciasca,
Brant e outro colega, Luiz Otávio de Santi, o curta venceu prêmios
nos festivais de Gramado e Brasília (onde venceu o troféu
de melhor filme em 16 mm).
A parceria com Brant
foi provisoriamente interrompida quando Ciasca viajou por diversos países,
como EUA, Austrália, Índia, Nepal e vários da América
do Sul. Na volta, em 1994, o produtor engajou-se em Os Matadores, que
foi filmado um ano depois. Participou, como produtor e co-roteirista,
dos dois outros longas do diretor, Ação Entre Amigos (1998)
e O Invasor (2001). Enquanto era produzido o primeiro tratamento do
roteiro de Crime Delicado, Ciasca produziu e co-dirigiu (com Eduardo
Quintino) o documentário Corrida de Aventura - Perrengue na Chapada.
No caso específico
de Crime Delicado, Ciasca ressalta dois desafios principais. O primeiro,
encontrar a atriz certa para interpretar a protagonista, Inês,
interpretada pela jovem revelação Lilian Taublib. O segundo,
fazer um filme todo em locações, com cenas internas. Boa
parte das seqüências foram filmadas num apartamento na avenida
São João, durante quatro semanas, à noite. As seqüências
teatrais foram feitas no Teatro Artur de Azevedo e João Caetano.
Para o produtor,
Crime Delicado é um marco dentro da trajetória da Drama
Filmes – a produtora cuja direção divide com Brant
e a produtora Bianca Villar. “Conseguimos montar um procedimento
de produção dentro da empresa. Isto mostra que atingimos
a maturidade como produtores e também em termos de conteúdo.
Tivemos disposição de fazer um filme absolutamente fora
do óbvio”.
Bianca Villar
Bianca iniciou sua experiência em cinema no Estação
Botafogo, no Rio de Janeiro, como assessora de imprensa e coordenadora
de produção de mostras de cinema. Depois, passou pela
distribuidora Lumière, trabalhando com distribuição,
marketing e mercado internacional.
Em 1994, muda-se
do Rio de Janeiro para São Paulo e retoma a parceria com Adhemar
Oliveira, com quem tinha trabalhado no Estação Botafogo,
atuando na sala que é hoje o Espaço Unibanco. Trabalhando
na organização de eventos e pré-estréias
dos filmes nacionais, conheceu Beto Brant, quando lançava Os
Matadores. Começou aí a parceria, com Bianca trabalhando
nos contatos para o filme em festivais internacionais. Em Ação
Entre Amigos, Bianca trabalha na equipe de produção na
filmagem, bem como na produção do lançamento comercial
no Brasil e contatos internacionais. Surgiu aí a decisão
de criar a Drama Filmes, com Beto Brant e Renato Ciasca. Uma parceria
que a produtora descreve como “maravilhosa, cheia de cumplicidade
e amizade, acima de tudo. O Invasor foi o nosso primeiro filme e trouxe
muitas alegrias”.
Para ela, “Crime
Delicado é um filme corajoso, radical. É bem diferente
da trilogia (Matadores, Ação e Invasor). Acredito que
o filme vai despertar curiosidade e interesse nas pessoas. Conseguimos
uma equipe bacana. Como o filme fala de teatro e artes plásticas,
o departamento de arte, coordenado pelo Marcos Pedroso, teve um papel
fundamental na produção. E a fotografia do Walter Carvalho
foi de encontro ao conceito do filme que o Beto queria fazer”.
ROTEIRISTAS
Marçal Aquino
Nascido em 1958, em Amparo (SP), Aquino é jornalista, escritor
e roteirista de cinema. Com sua prosa concisa, despojada e sólida,
colecionou prêmios com sua obra literária, como na V Bienal
Nestlé de Literatura (com o livro de contos As Fomes de Setembro)
e o Prêmio Jabuti de 2000 (com outro livro de contos, Amor e Outros
Objetos Pontiagudos). Escreveu também Faroestes (2001), Famílias
Terrivelmente Felizes (2003), além das novelas O Invasor (2001)
e Cabeça a Prêmio (2003). No cinema, encontrou parceiro
ideal na figura de Beto Brant, com quem assinou os roteiros de todos
os seus quatro filmes: Os Matadores, Ação Entre Amigos,
O Invasor e Crime Delicado. Além disso, adaptou o romance Crime
e Castigo de Dostoiévski no filme Nina, de Heitor Dhalia. Atualmente,
prepara a adaptação de seu próprio livro, Cabeça
a Prêmio, para o diretor Karim Aïnouz (de Madame Satã).
O aspecto que mais
atrai o escritor nesta história é a dificuldade do protagonista,
um indivíduo extremamente racional, de vivenciar algo desestabilizador,
como o amor. “O Antônio é um sujeito que conhece
o amor só no plano das idéias, do teatro, por isso ele
se vê impotente para lidar com essa experiência no plano
real”. Outro aspecto interessante da história, para o roteirista,
é o confronto entre arte e crítica, entre a criação
e as formas de julgamento pela crítica.
Marçal vê
no filme um crescimento em sua parceria com Beto Brant: “Saímos
do nosso universo habitual e trabalhamos com a obra (e a visão
de mundo) de outro autor. Acho que o grande barato dessa história
toda é o fato de o cinema do Beto estar indo a outros lugares,
sem abrir mão da análise dos conflitos contemporâneos”.
Maurício
Paroni de Castro
Diretor teatral atuante há 15 anos na Itália e Europa.
Estudou na Civica Scuola d'Arte Drammatica di Milano, por três
anos, obtendo larga experiência em direção com Tadeusz
Kantor e Heiner Müller.Também na Itália, teve uma
aproximação com o cinema, escrevendo roteiros de curtas
e o roteiro de um longa policial, jamais filmado.
Paroni conheceu
o diretor Beto Brant quando este estudou teatro, na escola do Wolney
de Assis, no começo dos anos 80. Depois, seguiram caminhos distintos,
Paroni no teatro na Itália, Beto no cinema no Brasil. Reencontraram-se
em 2004, quando o diretor e autor teatral encenava a peça Pornografia
Barata com sua companhia Manufactura Suspeita. E acabaram se reaproximando
quando Beto decidiu fazer Crime Delicado, em que o teatro é um
dos eixos dramáticos.
O roteirista não
conhecia o livro de Sant´Anna antes do filme. Ao colaborar para
adaptá-lo, acha que a transformação do original
foi completa: “Concordo com o ponto de vista do Sérgio
Sant´Anna, mas esta história ganhou um dimensão
muito diferente depois da atriz Lilian Taublib. A problemática
mudou de eixo. O tema do Homem e da Arte não mais era a contextualização
deles. O livro fala sobre o valor da Arte. O filme, sobre o valor do
Homem. Há muito de Albert Camus nisso. Ou Dostoievsky”.
Paroni foi o preparador
da atriz. Ele mesmo explica seu método de trabalho: “Concentrei-me
em prover a Lílian de condições de conferir beleza
à sua condição através da comunicação
artística. Lembrei a ela de tudo o que ela se igualava aos ‘normais’
e de tudo o que a diferenciava. Assim, ela conseguia dar uma forma,
como num claro-escuro, além da tridimensionalidade que se exige
de qualquer bom ator. Mas isso ela já tinha de natureza. Foi
só dar um empurrão. Acho que fui um ‘gramaticador’
de atores, mais que um preparador”.
Paroni define o
filme como “um imenso ato de amor ao Cinema, à Arte, ao
Humano, no sentido que Erasmo de Rotterdam utilizou em seu Elogio da
Loucura. O Humano sem separações ou remoções
de qualquer gênero, o Amor no mais alto sentido, o da Compaixão
Universal que o Budismo elucida tão bem”.
O ESCRITOR
Sérgio Sant´Anna
Um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea,
Sant´Anna estreou em 1969 com o livro de contos O Sobrevivente,
construindo uma obra sólida, formada por contos e romances que
conquistaram o reconhecimento de público e crítica. Por
seu trabalho, o escritor recebeu quatro vezes o Prêmio Jabuti,
uma delas justamente com o romance Um Crime Delicado.
Falando de sua inspiração
para escrever este livro – publicado pela primeira vez em 1997
– o autor comentou que foi “o desejo de retratar uma paixão
fetichista e também por uma paixão estética: como
criar uma enigma plástico um pouco ao modo de Marcel Duchamp,
cujo Grande Vidro contém toda uma narrativa fetichista e erótica”.
Ele destaca que todos os três protagonistas – o crítico
teatral, a garota e o pintor – têm algo dele mesmo.
O escritor conheceu
Beto Brant em 1997, quando fazia parte do júri do Festival de
Gramado que lhe concedeu o prêmio de melhor direção,
por Os Matadores. Depois, assistiu a todos os seus outros filmes.
Por esse motivo,
sentiu-se mais identificado com o diretor para confiar-lhe a adaptação
de seu livro. “Mesmo que seja traído, pelo que li do roteiro
é um filme muito ousado e aprovo isso. Mas não deixa de
haver uma sensação de perda quando uma obra sua é
adaptada para um filme – e não é apenas uma questão
de controle. E, num paradoxo, por outro lado não gostaria que
filmassem literalmente minha história. O fato de haver intervenções
também me excita enquanto artista. É uma questão
de a obra se abrir”.
ELENCO
Lílian Taublib
Estudante de direito, cantora, poeta, 26 anos, a carioca Lilian Taublib
estréia como atriz no filme Crime Delicado. Uma experiência
que nasceu de uma série de felizes acasos. Em 2004, o diretor
Beto Brant foi a Cannes, como convidado do Fonds Sud, para o festival
de cinema. Enquanto esperava numa fila para assistir a um filme, encontrou
a jornalista carioca Susana Schild. Os dois começaram a conversar,
inclusive sobre o projeto de adaptação de Crime Delicado
e a procura de uma atriz para protagonizá-lo. Pela descrição
da moça que procurava para o filme, a jornalista, amiga da sogra
do irmão de Lilian, lembrou-se dela, depois de tê-la visto
dançando num casamento. E acabou tornando-se madrinha de sua
estréia no cinema.
Beto e Lilian acabaram
se encontrando e ela improvisou, com base na sua intuição,
um teste diante da câmera, simulando um diálogo com Chico
Buarque de Holanda, seu compositor preferido, no qual questionava o
poder de suas canções darem mais ênfase aos sentimentos
dela. “Foi um dos maiores presentes que ganhei na vida. Este filme
para mim é uma grande resposta para minha vida toda, que passou
por momentos de muita dor”, assinala.
Guiada por Maurício
Paroni de Castro, que orientou sua projeção de voz, a
atriz foi descobrindo sua personagem que, como ela descreve, “no
livro praticamente não existe, é narrada na terceira pessoa”.
Para seu aperfeiçoamento, ela freqüentou aulas de Artes
Plásticas, galerias e lugares em que artistas iam, observando
como se comportavam. Ela aponta como fundamental, também, sua
interação com o ator Marco Ricca e o pintor Felipe Ehrenberg,
com quem ela divide uma das cenas mais fortes do filme, que inclui nudez.
“Aquela que eu achava que ia ser a cena mais difícil do
filme e que era também ponto de referência para a história
toda, foi a mais prazerosa. O Felipe virou meu amigo e meu cúmplice”,
elogia. Ela destaca, também, a total liberdade que o diretor
lhe deu para propor sua personagem como outro fator para que se sentisse
à vontade.
Lilian aponta o
que ela tem em comum com sua personagem: “Ela é raçuda
igual a mim, corajosa, tem força de ir à luta, de lidar
com a vida de forma aberta, de ir em frente”. Sobre o filme, ela
tem igualmente uma posição bem clara: “Acho que
ele quebra muitas barreiras, desperta muitas situações
diferentes do cotidiano que se vive e que não foram abordadas
no cinema, com um artista que não era ator e eu que não
era atriz. Espero que seja reconhecida a intensidade e força
que demos a este trabalho”.
Felipe Ehrenberg
Nascido na Cidade do México, em 1943, Felipe Ehrenberg capacitou-se
muito cedo como pintor, escultor e gravurista, sob a tutela de mestres
como Matthías Goeritz e José Chávez Morado. Sua
produção abrange desde o desenho, a pintura, a escultura
e a arte gráfica, até a arte 3-D (instalações)
e de ação (performance). Paralelamente, também
destaca-se como um teórico, ensaísta e colunista especializado.
É co-editor, com Lourdes Hernández Fuentes, da Biombo
Negro Editores, que publica livros e uma revista com o mesmo nome. Desde
o começo de 2001, Ehrenberg reside em São Paulo como adido
cultural do México no Brasil.
O conceituado artista
plástico tinha experiência também como ator no México,
em filmes como Santitos, de Alex Springal (1998), e Shibaro, uma pornochanchada
de Cristian González (1999). Quem o apresentou a Beto Brant foi
o escritor e roteirista Marçal Aquino que, como descreve Ehrenberg,
“está sempre ligando pessoas dissímiles neste mundo
cruel. Ele mostrou meu site ao Beto, Beto queria comer comida mexicana...
o resto é história”.
Ehrenberg interpreta
o personagem Jose Torres Campana, um pintor maduro que abriga em um
apartamento a jovem Inês (Lilian Taublib), mantendo com ela uma
relação que as pessoas de fora não decifram completamente.
Ele vê seu personagem como “um antigo conhecido meu. Engraçado,
mas parece-me um tipo de sátiro doméstico, tranqüilo
e normal. Bem, na verdade, a personagem sou eu mesmo. Às vezes,
eu gosto de mim, às vezes não”.
A experiência
de falar direto para a câmera, no segmento final do filme, ele
traduz como “microfragmentos da minha vida, de momentos selecionados
pela curiosidade do diretor. Mas gostei muito de compartilhar idéias
maduras tanto com o Beto como com aquele público que eu nunca
conhecerei”.
Ele dedica grandes
elogios a Marco Ricca, que, por sua visão da profissão
de ator, garante ter-lhe devolvido “muitos ideais que eu tinha
perdido de vista em torno da arte”. Contracenar com Lilian Taublib
para ele foi “sensualíssimo... quero mais, muito mais.
Faltaram muitos desenhos para muitas obras mais”.
Os grandes temas
de Crime Delicado, para ele, são estes: “A ternura, a suavidade
que existe entre seres sozinhos, entre os moradores anônimos da
grande urbe. E a força da honestidade na hora de criar arte.
Sem isso, não existe uma obra-prima”.
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Walter Carvalho
Os numerosos trabalhos de seu currículo apresentam este que é
um dos nomes fundamentais do cinema brasileiro contemporâneo:
Co-diretor de Cazuza – O Tempo não Pára, Janela
da Alma, diretor de Moacir – Arte Bruta e diretor de fotografia
de dezenas de filmes, entre eles Amarelo Manga, de Cláudio Assis,
Madame Satã, de Karim Ainouz, Filme de Amor, de Júlio
Bressane Central do Brasil e Terra Estrangeira, de Walter Salles. Atrás
da câmera há mais de três décadas, ele já
virou um mestre. Nada mais lógico que ele compartilhe aqui uma
lição, que ilustra como ele mergulhou no trabalho em Crime
Delicado: “Segundo Jean-Luc Godard, uma questão fundamental
no cinema reside exatamente na questão – onde e porque
começar um plano e onde e porque terminá-lo. Portanto,
o plano é o fundamento principal do cinema. Os planos são
construídos na câmera e depois re-construídos na
montagem. Como na engenharia, pedra sobre pedra, colocada-uma-a-uma
formando um todo, como as palavras de Elliot no poema. Como as notas
de uma sinfonia de Mozart, como um filme de Keaton ou como o gesto do
pintor. Pedra sobre pedra, como as construções Inca ou
Maia. Não se pode retirar uma sequer”.
Ele ressalta que,
em Crime Delicado, “o corte é pleno, não caleidoscópico,
fácil.
Ao contrário do corte cubista, que não se sabe onde e
quando se iniciou e terminou. É uma impressão que fica.
Risque o tempo-espaço com a câmera numa pan rápida
(multi-imagem) acelerada e corte duas, três, quatro vezes, não
saberás e nunca mais encontrarás o corte. O corte pleno
que separa-une os planos está ali contido, mas também
não se vê, porque está pleno, único. Os dois
são como pedras da mesma parede”. Ele define assim este
filme: “Não precisa de elementos da convenção
para explicar. É um filme-cinema, sem recalque. Construído
em camadas (im)precisas. É um filme impresso em tela fixa, preso
no palco e no espaço-tempo cinema. A fotografia são quadros
de uma mesma câmera parada, estática. Acontece em dois
planos: o da cor e do preto e branco”.
MONTAGEM
Willem Dias
Outro dos colaboradores mais constantes de Beto Brant, Dias foi o montador
de seu primeiro longa, Os Matadores. Participou da edição
de som de Ação Entre Amigos e também da montagem
final de O Invasor. Suas experiências profissionais recentes incluem
Cabra-cega, de Toni Venturi (vencedor de seis prêmios no Festival
de Brasília de 2004), Bom Dia, Eternidade, de Rogério
de Moura, alguns episódios de Carandiru Outras Histórias
(versão para TV) e Os Doze Trabalhos, de Ricardo Elias.
É Willem
quem explica que o grande diferencial da montagem deste filme foi sua
câmera estática. Assim sendo, o corte da montagem acabou
tendo uma dimensão bem diferente. “Hoje, a gente está
muito ligado à linguagem do videoclipe. Este filme é o
contrário, já que as duas referências são
o teatro e a pintura. Não tem movimentos de câmera”,
acentua. Não sendo um filme de planos e contraplanos, a montagem
teria de vir, portanto, da verificação cuidadosa de onde
ela caberia, quadro a quadro, plano a plano. Ou como diz o montador:
“O fotograma mostra a excelência dele, tanto de emoção,
quanto de detalhe, quanto de riqueza”.
Sendo assim, a escolha
do corte teve de ser muito mais seletiva. “Sem movimento de câmera,
o corte tem de ser muito preciso. O corte é pleno, como diz o
Walter Carvalho”.
Assim sendo, foi
necessário exercitar muito o olhar, em busca do que Dias chama
de “a excelência do corte”. O processo de montagem
levou quatro meses, com a intensiva participação do diretor
Beto Brant, que gosta de acompanhar todo o processo e de trocar idéias
com o montador ao longo do caminho. Um método elogiado por Dias,
que acredita fundamentalmente no cinema como trabalho de equipe.
Por sua minuciosidade,
a montagem de Crime Delicado foi uma das que Dias mais gostou de fazer.
“Tivemos de buscar muito, trabalhar quadro a quadro, tanto a emoção,
quanto a excelência. Não é um filme de montagem,
mas ela é super-especial. Fico bem feliz com esse rigor e com
a parceria do Beto. É bom que existam filmes assim”.
DIREÇÃO DE ARTE
Marcos Pedroso
Pedroso corporifica como poucos o trânsito entre as artes representado
por este filme. Formado em Artes Plásticas pela ECA, teve uma
trajetória como pintor, gravurista e escultor, passando por 10
anos de atuação no grupo Teatro da Vertigem - na função
de cenógrafo. Hoje, tornou-se um dos mais ativos diretores de
arte da atual safra do cinema brasileiro, responsável pelo conceito
visual de filmes como Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky,
Madame Satã, de Karim Aïnouz, Cinema, Aspirina e Urubus,
de Marcelo Gomes, Cidade Baixa, de Sérgio Machado, A Máquina,
de João Falcão, e atualmente, Rifa-me, também de
Karim Aïnouz.
Falando do filme
de Beto Brant, Pedroso lembra que "Crime Delicado nasceu da literatura
e esteve na sua concepção intrinsecamente ligado a ela.
O grande desafio era transformar esse conluio intelectual em visual.
O filme é um passeio pelas três áreas onde atuo,
artes plásticas, teatro e o próprio cinema, isso de certo
modo deu a vontade de abraçá-lo". Para ele, trata-se
de um filme inusitado, que nasceu também num processo inusitado.
"Muitas das
descobertas da direção de arte vieram da interação
com os atores e a fotografia, num processo simbiótico maestrado
pelo Beto vigorosamente. O eixo era seguir os personagens [e atores]
e suas idiossincrasias.O roteiro, que era uma bíblia a princípio,
também se submete ao processo de busca. Com os parâmetros
se reciclando a cada descoberta, o filme transformou-se numa vertiginosa
empreitada, intensa, perigosa e prazerosa". Ele destaca que o projeto
foi cercado em sua concepção e desenvolvimento de diversos
intelectuais, pessoas, artistas de incrível generosidade com
o processo, "o que tornou a sua execução densa, alegre
e com frescor".
Pedroso lembra que
cada filme é uma busca particular, mas essa particularidade,
a seu ver, se amarra a linhas gerais de pensamentos filosóficos,
estéticos, éticos, econômicos, políticos,
etc. "O Crime nos arrastou para dentro dessas questões,
nos expondo a elas. Construir esse filme foi dispor-se a um processo
de criação artístico intenso, refletindo sobre
ele a cada momento, tentando encontrar o seu sentido. Esse é,
em primeira instância, o eixo forte do filme, e o que me marcou
mais na sua construção. Ele é um canto de amor
ARTE".
TRILHA SONORA
Caco Faria e Álvaro
Fernando
O violoncelista
e baixista Caco Faria e Álvaro Fernando, compositor e baterista,
estréiam em longa-metragem em Crime Delicado. Caco Faria já
assinou a trilha de quatro curtas-metragens: Mentira, de Flávia
Moraes (1989); Amor! (1994) e A Alma do Negócio (1996), ambos
de José Roberto Torero; e A Manchete, de Luiz Moura (1997). Álvaro
Fernando há 14 anos é sócio criativo da V.U. Studio,
responsável pela produção de trilhas para comerciais
famosos da televisão brasileira.
A referência escolhida para o filme era um andante do “Trio
opus 100“ em mi maior de Schubert. Uma escolha que fascinou os
irmãos, que consideram “a linha melódica do movimento
bonita , sutil e intrigante, levando o ouvinte a reflexão, ao
aprofundamento”.
Os músicos
descrevem o seu processo de trabalho: “Quando falei com o Beto,
percebi que gostaria que eu tocasse o instrumento (violoncelo), provavelmente
pela lembrança que ele
tinha, dos tempos em que eu tocava na Orquestra Sinfônica Jovem
Estadual. Quando assisti à primeira montagem do filme com ele,
senti que a referência escolhida já tinha se incorporado
com o filme e de uma maneira definitiva.Descobri então que o
desafio estava em regravar a peça, da maneira mais natural possível”.
Álvaro agradece
o apoio do Teatro da Cultura Inglesa, local vantajoso pela possibilidade
de captar um bom som, montar um estúdio digital portátil
e contar com o piano Steinway do teatro. Outra vantagem, para Caco,
foi a “disponibilidade da equipe do teatro, que reafinou o piano
em 442 (a nosso pedido), para obter uma sonoridade mais brilhante do
trio”.
“A equipe
da Cultura Inglesa nos recebeu com muita atenção e profissionalismo”,
destaca Álvaro.
Todo o conceito
da regravação foi repassado aos músicos, Iberê
de Siqueira (violoncelo), Ricardo Takashi (violino) e Maria Cecília
Moita (piano), com produção de Caco Faria e Álvaro
Fernando. A batalha seguinte foi obter as partituras originais e ensaiar
exaustivamente para atingir o nível pretendido. Nesse clima de
total concentração e qualidade técnica garantida,
com microfones bem posicionados e passagem de som, foram capturadas
várias tomadas, sem pressa.
Um resultado que
satisfez Caco e Álvaro: “O ambiente da gravação,
mais a dedicação dos músicos em atingir o melhor
resultou numa gravação muito autêntica, com o teor
de naturalidade que o filme exigia. Quando acabamos de editar o material
e ouvimos de ponta a ponta, ficamos felizes. Sentimos que estava pronta
a encomenda e que ela iria cumprir o difícil papel de se mesclar
a cenas tão tocantes como são as de Crime Delicado”.
ARTES INCIDENTAIS
Peças de
teatro
Três trechos teatrais intercalam a narrativa do filme. O primeiro,
logo na cena de abertura, vem de Confraria Libertina, coletânea
de textos fetichistas anônimos recolhidos pelo diretor teatral
e co-roteirista Maurício Paroni de Castro. O segmento é
interpretado pelo Atelier de Manufactura Suspeita, grupo dirigido pelo
próprio Paroni.
O segundo trecho
é retirado da peça Woyzeck, O Brasileiro, adaptação
do dramaturgo e roteirista Fernando Bonassi para o texto Woyzeck, do
dramaturgo alemão Georg Büchner, escrito originalmente em
1836 e aqui interpretado pelos atores Matheus Nachtergaele e Marcélia
Cartaxo. A direção é de Cibele Forjaz.
O último
é uma cena de Leonor de Mendonça, drama romântico
de Gonçalves Dias, escrito em 1848, e dirigido por Maurício
Paroni de Castro. A trama remete tanto a Otelo, de William Shakespeare,
quanto antecipa questionamentos feministas. A atuação
é de Zecarlos Machado e Maria Manoella.
A presença
de encenações teatrais, em primeiro lugar, remete ao próprio
trabalho do protagonista Antônio (Marco Ricca), um crítico
de teatro. Já a escolha das três cenas justifica-se na
busca do diretor Beto Brant de consolidar temas como o desejo, a transgressão,
o ciúme, a posse, a busca de um homem por satisfação
de suas suspeitas junto a uma mulher, que estão na base do conflito
amoroso envolvendo o crítico e sua musa, Inês (Lilian Taublib).
Todos eles são temas ligados a sentimentos com plenos poderes
para desestabilizar a racionalidade controlada do crítico, confrontado
com uma experiência radical, sobre a qual ele não tem qualquer
controle ou referencial para agir ou mesmo compreender.
Artistas plásticos
Sendo o tema do corpo tão recorrente no desenvolvimento da história
e a pintura umas das artes essenciais dentro do enredo, uma iniciativa
que se mostrou útil ao filme foi a convocação de
artistas plásticos. Escolhidos a partir de uma divulgação
no meio artístico e na internet, este grupo de pintores forneceu
obras que couberam dentro da proposta de Crime Delicado, constituindo
uma exposição que acontece numa cena. Dessa exposição,
intitulada “Corpos Divergentes”, fizeram parte os artistas
Paulo ito, Emerson Pingarilho, Marcelo Nunes, Sergio Gag, Christiana
Moraes, Túlio Tavares e Sergio Lucena.
A presença
de telas reais, selecionadas pelo diretor Beto Brant, o diretor de arte
Marcos Pedroso e o ator-artista Felipe Ehrenberg, contribuiu, além
disso, para o reforço do discurso paralelo e de mútua
realimentação entre narrativa ficcional e documentário,
que percorre todo o filme. As telas de Felipe Ehrenberg que aparecem
no segmento final foram filmadas na Bienal de São Paulo, em 2004.
DRAMA FILMES
Criada em 2001, a Drama Filmes produziu seu primeiro longa-metragem,
O Invasor, distribuído comercialmente na França, Reino
Unido, Argentina, Polônia , Espanha e Israel e detentor de diversos
prêmios nacionais e internacionais:
Nacionais
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro 2001
Melhor Diretor, Melhor Trilha Sonora, Prêmio Especial do Júri,
Ator-Revelação para Paulo Miklos, Prêmio da Crítica
Festival de Recife 2002
Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia, Melhor Ator (Marco
Ricca), Melhor Atriz Coadjuvante (Mariana Ximenes), Melhor Trilha Sonora,
Melhor Montagem, Prêmio Especial do Júri de Ator-Revelação
para Paulo Miklos
APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte)
- Melhor Filme 2001
Internacionais
Sundance Film Festival 2002 - Melhor Filme Latino-Americano
Seleção Oficial - Festival de Berlim 2002
Em 2003, a empresa
lançou o curta-metragem Cura Dor (dirigido por Beto Brant e Renato
Ciasca), e o documentário Corrida de Aventura – Perrengue
na Chapada (dirigido por Renato Ciasca e Eduardo Quintino), em 2004,
o curta-metragem Confiança (dirigido por Beto Brant). Produziu
igualmente o longa-metragem Crime Delicado e prepara um novo trabalho,
Cão sem Dono, com filmagem prevista para 2006. A produtora é
formada por Beto Brant, diretor de cinema e co-produtor de seus filmes
anteriores (Os Matadores e Ação entre Amigos); Renato
Ciasca, diretor, produtor e roteirista, e Bianca Villar, produtora com
experiência em comercialização e distribuição
de filmes.